04 de agosto de 2021
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Diálogo

Em ano conturbado Casa Civil garante agilidade às intervenções do Governo

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Ao conceber sua estratégia de gestão logo após ser eleito governador, Reinaldo Azambuja (PSDB) definiu papéis específicos e estruturais para duas pastas que, na teoria, seriam incumbidas de deveres e tarefas semelhantes. Mas só na teoria. Na prática, a Casa Civil e a Secretaria de Governo, sem confundir-se nos encargos e sem colisão, cumprem papéis decisivos para o êxito das ações governamentais, tanto na mediação política como na diversificada pauta gerencial.

O ano de 2016 promete complexos desafios para o governo de Azambuja na administração, na economia e na política. Além da previsão de uma encarniçada refrega eleitoral, da queda violenta das receitas publicas e do imprevisível desfecho da crise envolvendo o Planalto, o ano em Mato Grosso do Sul começou com desafios pontuais que exigem o máximo das responsabilidades do governador, como o socorro reclamado pelas prefeituras – praticamente todos os 79 municípios estão sofrendo com os fortes temporais e a epidemia de dengue, num surto sem precedentes na história do Estado.

A intervenção da Governadoria, nesses casos, não se limita à ajuda protocolar às prefeituras para garantir com água, comida, roupas, abrigo, transportes e remédios o abastecimento das famílias atingidas pelas calamidades meteorológicas e sanitárias. Faz-se necessária uma paciente e segura articulação política, que envolve a disposição e a credibilidade para dialogar e estabelecer várias iniciativas com prefeitos e lideranças em muitos casos vinculados a projetos políticos e eleitorais opostos ao do governador.

É aí que se afirma o papel da Casa Civil, permeando interesses para harmonizar, como ação de governo, as intervenções de raiz institucional. “O governador não é do PSDB, é da população de Mato Grosso do Sul. Atua e decide como um magistrado, governa equidistante das paixões políticas e a parte dos eventuais interesses eleitorais”, salienta o chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula.

Ele não mede esforços para aproximar o governo o máximo possível das causas apresentadas pelos interlocutores das mais variadas aspirações. Os próprios adversários de Azambuja destacam a dedicação e o profissionalismo do chefe da Casa Civil, considerando essa postura um valor exemplar para manter fora da fogueira política e partidária as relações entre governo e sociedade.

Discreto e sempre compartilhando com o governador e a equipe os resultados que sua pasta vem obtendo, Sérgio de Paula procura também não associar os deveres de funcionário público às atribuições políticas, já que é membro da executiva estadual do PSDB. Nesta semana, por exemplo, com a participação determinante da Casa Civil, medidas fundamentais para atestar o compromisso municipalista de Reinaldo Azambuja foram comemoradas por prefeitos e representantes de municípios castigados pelas chuvas e pela dengue. Com a declaração do estado de calamidade publica para 28 municípios, o Governo sobrou em agilidade. Além de providenciar mantimentos e outros auxílios, abriu a possibilidade de atender solicitação da Associação dos Municípios (Assomasul) de adiar o início do ano letivo. Além de ajustar a dinâmica curricular e de ensino ao calendário, ganha-se tempo, proteção e mobilidade para melhorar a eficiência das campanhas de prevenção à dengue, que dependem da participação popular.