19 de abril de 2021
Campo Grande 31º 20º

PDT

Dagoberto atrai várias forças e pesquisa campo de pré-candidatura

A absolvição pelo Supremo Tribunal Federal de uma denúncia do Ministério Publico -que tentava enquadrá-lo em irregularidades quando dirigiu o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS) – deu ao deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) mais que a confirmação da certeza na própria inocência. Inocentado, transformou-se também numa das peças decisivas na montagem do tabuleiro sucessório de Campo Grande.

Com a manifestação do maior tribunal de julgamentos do País, o pedetista pode entrar numa disputa em que o eleitorado, sob influência dos últimos acontecimentos nacionais, estará mais exigente e criterioso na avaliação entre os candidatos. Será inevitável, antes de ir às urnas depositar seu voto, checar as credenciais de cada concorrente. E, sem dúvidas, quem possuir a ficha limpa desfrutará de considerável vantagem.

PESQUISA - Essa conjuntura fez Dagoberto um alvo do interesse de diversos partidos e forças sociais e políticas que procuram outra opção além dos nomes que já estão com o bloco nas ruas, entre os quais Rose Modesto (PSDB), Marquinhos Trad (PSD), Nelsinho Trad (PTB), Coronel David (PSC) e, provavelmente, o prefeito Alcides Bernal (PP), que ainda não confirmou se vai tentar a reeleição. Para Dagoberto, antes de fazer sua avaliação definitiva sobre pré-candidatura, é essencial ouvir a opinião publica, tanto sobre as questões locais como os efeitos do cenário nacional de denúncias de corrupção que vêm afetando a política e os políticos.

Ele encomendou pesquisas para aferir como os campo-grandenses estão analisando a crise política brasileira e quais as projeções para a gestão da capital de Mato Grosso do Sul. “Eu não posso ser candidato de mim mesmo. Nunca fiz isso. Tenho um partido e tenho companheiros, simpatizantes, amigos. E não caminho sem saber o pensamento da sociedade”, assinalou. “O PDT é um partido nacional e uma de suas condições políticas fundamentais é ter candidatos nas capitais e nas maiores cidades. Campo Grande está no contexto. Se a pesquisa sinalizar interesse do eleitorado em nosso programa, em nossa trajetória, eu não me furtarei ao chamado”, declarou.

Dagoberto Nogueira não detalha os partidos que o estão assediando para composições em chapa majoritária. Porém, confirma que o PHS, PCdoB e PT perfilam com as siglas que manifestam interesse em uma aliança com o PDT. “Não vamos colocar o carro à frente dos bois. O Brasil é hoje um laboratório onde a sociedade processa um saudável pensamento crítico e isso é indispensável para se fazer política. A crítica da sociedade e a autocrítica dos próprios políticos precisam estar sintonizadas, mais do que nunca. E é esta a melhor consequência para um povo que clama por representantes ficha-limpa”.

SAÚDE – Uma das demandas que precisam ser socorridas com absoluta prioridade em Campo Grande é a saúde publica, opinou Dagoberto. Ele contou que tem buscado, em seu mandato, abrir todas as possibilidades de apoio federal para a cidade. No dia 9 deste mês ele e seu correligionário, o deputado estadual George Takimoto (PDT), estiveram em Brasília com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Formularam algumas sugestões, como a abertura de uma linha de crédito (a longo prazo e juros baixos) para auxiliar as entidades privadas, a criação de um programa de investimentos exclusivos em saúde aos moldes do PAC, além de incluir, na planilha do SUS, a vacina anti-HPV como item do PNI-MS (Programa Nacional de Imunização da Saúde em Mato Grosso do Sul) e do Programa Nacional de DST/Aids.