17 de junho de 2021
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"De saco cheio", André se irrita com pressão e se nega a disputar prefeitura em 2016

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"Estou de saco cheio desta história. Já disse que não vou disputar a prefeitura de Campo Grande em 2016. Como disse que não ia sair candidato ao Senado e não saí. Não sei porque insistem nisso." Essa foi a resposta do governador do Estado André Puccinelli (PMDB) ao ser questionado hoje pela manhã se diante das pesquisas que o apontam como candidato favorito na disputa pela prefeitura da Capital, com mais de 75% de aprovação da população, ele voltaria ao Paço Municipal.

A recusa de André em voltar para prefeitura tem causado medo, e muito incômodo, nos peemedebistas do Estado, pois, com Simone em Brasília e André fora da vida pública, o partido corre sério risco de enfraquecimento, sem ter uma figura de peso político e capacidade de articulação sob os holofotes locais como é André,que tem livre trânsito em todo PMDB e em todas as esferas do poder público estadual devido as relações que construiu ao longo de oito anos como governador do Estado.

Outro receio do PMDB e também de muitos empresários, investidores e lideranças políticas da Capital, é perder o bom relacionamento com Brasília. Gilmar Olarte (PP), atual prefeito, pouca coisa consegue em Brasília, e os recursos destinados à Capital são fruto de um amplo trabalho da bancada federal do Estado. Nos tempos de André e Nelsinho, auxiliado por André, Lula e Dilma nunca se negaram a auxiliar a Campo Grande.

Agora, com Puccinelli fora de cena, cuidando dos netos e do instituo de auxílio a crianças carentes que pretende construir em 2015, tanto PMDB quanto Campo Grande estão sob risco de perdas, por isso, correlegionários e amigos de Puccinelli tentam desde já convencê-lo a mudar de ideia. No entanto, ele parece irredutível, nem mesmo um possível convite feito pela presidente Dilma Rousseff (PT) para que ele componha o governo como ministro, André estaria disposto a aceitar.

Segundo fontes do Ministério da Fazenda em Brasília, o convite já teria sido feito, mas André nega, a informação e o convite. "Não sei, não fui convidado e nem teria como porque sou muito  polêmico, gero muito conflito. Vejam o que inventaram de mim sobre aquele declaração a respeito da Dilma."

Puccinelli, embora se mostre declinado a recusar, não deixou de ressaltar que se, por um lado, é polêmico, por outro é fiel. "Votei na Dilma, pedi voto pra Dilma, me desgastei politicamente no Estado por ela, mas caso seja convidado não aceitarei, vou cuidar os meus netos."

Heloísa Lazarini e Tayná Biazus