24 de setembro de 2021
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POLÍTICA | NACIONAL

Deputada Joice Hasselmann mostra local onde ocorreram supostas agressões

Ela alega não se lembrar de nada do que aconteceu

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A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) recebeu a CNN em seu apartamento onde, no último domingo (18.jul.21), acordou com fraturas e hematomas espalhados pelo corpo. Ela alega não se lembrar de nada do que aconteceu e o caso está sendo investigado pela Polícia Legislativa (Depol).

"Vim para o quarto com o meu marido depois de jantar, ele sempre dorme em outro quarto porque ronca muito, essa noite ele disse 'estou cansado'. Tomei meu remedinho, que leva uns 20 minutos para fazer efeito, deitei na cama e a última coisa que me lembro nessa cama foi isso", recorda a parlamentar.

Ela disse que foi encontrada no closet que separa o quarto do banheiro, caída. "Acordei com muito frio, o que me leva a crer que eu estava há muito tempo desacordada. Tentei ficar em pé, não consegui. Rastejei até o banheiro, vi vários pingos de sangue no tapete em frente à pia e um jato de sangue no espelho, como se uma artéria tivesse estourado".

A deputada voltou para o quarto à procura do celular no criado mudo. "Eu liguei para o meu marido às 7h03, caiu na caixa postal. Eu parei dois minutos e liguei, ele já veio para cá. Eu estava no chão, ele me colocou na cama e fez os primeiros socorros". O marido de Joice, Daniel França, é médico.

Joice detalha como foi ajudada. "Ele me colocou deitada, umedeceu uma toalha de banho, começou a tirar o sangue e fazer testes para saber se neurologicamente eu estava bem. Eu não estava conseguindo comer, ele me deu medicação primeiro para a dor e passei o dia inteiro na cama sendo cuidada pelo meu marido, como um cão de guarda".

No dia seguinte, a preocupação era arrumar os dentes, afirma. "Fiz os primeiros exames com os dentistas, eles disseram 'alguém pode até ter chutado seu rosto'. Ali eu já tinha comunicado o Dr. (Roberto) Kalil, do Hospital Sírio Libanês. Na quarta de manhã (21) saíram os laudos, comprovaram cinco fraturas no rosto e mais uma numa vértebra chamada C7, todas decorrentes da eventual queda ou agressão, precisa ser investigado".

Joice conta que só houve suspeita de atentado após os exames e que o caso está sendo investigado. "Não é só a Polícia Legislativa, o Conselho Nacional e a Ouvidoria da Mulher do Ministério Público foram acionados e já comuniquei a polícia de São Paulo que, junto com a Depol, investiga todas as ameaças de morte em relação a mim, para que possam compartilhar informações e fazer a investigação".

Na sexta-feira (23), a deputada falou por duas horas com o Ministério Público sobre o caso e citou nomes de dois possíveis suspeitos, que estão sob sigilo. O médico Daniel França foi ouvido pela Depol na Câmara dos Deputados neste sábado (24) e disse, segundo ela, não ter ouvido nada naquela noite.