17 de setembro de 2021
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Política

Deputados da ALEMS debatem o voto auditável no Brasil

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Nesta manhã (4), o deputado Coronel David (Sem Partido) defendeu o voto auditável no País. "O voto impresso auditável trará confiança e transparência ao processo eleitoral, que é a alma da democracia. As urnas do Brasil são de primeira geração, nossas urnas não são tão invioláveis quanto afirmam, e isso já foi comprovado. É importante que todos saibam que não queremos que volte o voto impresso", ressaltou.

"O voto auditável nada mais que é que um aprimoramento das urnas eletrônicas, traz a segurança e a possibilidade de auditar, não temos que ter medo ou qualquer opinião contrária a isso, ele apenas confere transparência às eleições, com o mecanismo de impressão do voto para o eleitor conferir  na hora da votação se é mesmo candidato que ele teclou na urna", declarou Coronel David.

O deputado Lidio Lopes (PATRI) considera que o sistema atual e votação não confere total transparência ao processo. "Eu defendo a listura e confiabilidade em todo o processo. Precisamos materializar as coisas, não temos como comprovar se já houve manipulação, mas houve debate sobre pessoas que votaram e tais não apareceram nessa seção a que ele pertence", informou.


Kemp informou que as urnas eletrônicas também são auditáveis

O deputado Pedro Kemp (PT), 3º secretário da Casa de Leis, falou sobre os testes públicos de segurança nas urnas, realizados no País. "Os testes foram feitos em 2009 e 2012, e nenhuma tentativa de alteração do sistema obteve êxito. E ainda pode ser auditado por outras entidades jurídicas, como a Ordem dos Advogados do Brasil [OAB]. Um dos procedimentos de segurança que pode ser acompanhado pelo eleitor é denominado cerimônia de votação paralela, e tudo registrado em vídeo.

"Há auditagem e verificação e isso comprova que não há fraude do voto, há também a conferência do boletim da urna eletrônica, o resultado pode ser facilmente comprovado. Existem formas de verificação de comprovação da segurança das urnas, querer mudar esse sistema é um retrocesso, é voltar passado. A urna eletrônica pode ser auditável sim, é inviolável porque não tem acesso à internet", disse o deputado Pedro Kemp.

Neno Razuk (PTB), 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), também opinou sobre o tema. "Todo avanço tecnológico é válido, vemos isso nos computadores, celulares e televisão. Nossa urna eletrônica equivale a uma antiga televisão em preto e branco. Independente de partidos políticos, esquerda ou direita, eu não vejo o porquê qualquer pessoa possa ter medo de um voto auditável, pois trará uma segurança a mais para a população", definiu o parlamentar.