13 de junho de 2021
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Deputados estaduais criticam Olarte por crise financeira na Capital

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Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul usaram a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado para criticar a gestão do prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) diante da crise financeira na qual se encontra o município.

O debate começou com o deputado estadual Pedro Kemp (PT) questionou o motivo de tantas obras paradas, como a UPA do jardim Leblon e os 13 Ceinfs (Centro de Educação Infantil) e criticou Olarte pela má gestão de recursos, pelo excesso de gastos com comissionados, que gerou a crise que tem seu ponto alto na greve dos professores municipais, que já dura quatro dias. "O que está acontecendo com campo Grande depois da cassação do prefeito Alcides Bernal, a cidade entrou em crise financeira. Será que é o excesso de comissionados? Será que é falta de habilidade?É lamentável você ver irmãos de igreja, amigos sendo nomeados na administração e a cidade nessa situação difícil. Veja a UPA das Moreninhas está pronta, e já está toda pichada", disse Kemp.

Corroborando com o petista, seu colega de bancada, deputado estadual Amarildo Cruz, relembrou que Bernal deixou R$ 600 milhões na prefeitura e criticou falta de habilidade de Olarte em administrar assim como criticou os vereadores da Câmara da Capital que votaram pela cassação de Bernal. "os vereadores escolheram um caminho político que não foi bom para Campo Grande. É lamentável isso."

Outra crítica de Kemp é a redução do período de permanência da crianças de cinco anos nos Ceinfs. "Como uma mãe vai fazer para trabalhar se a partir de 2015, as crianças só ficarão nos Ceinfs somente meio período. Espero que com tudo isso, a prefeitura preste contas e explique porque está quebrada", afirmou.

Assim como os petistas, o deputado do PMDB Carlos Marun também lamentou a situação da capital, mas ponderou que nem tudo pode ser culpa de Olarte. "Não podemos jogar toda essa responsabilidade sobre ele, também concordo que essa situação é lamentável, entendo que Olarte não pode reajustar o IPTU dessa forma, mas não concordo com essa tentativa de vitimização do prefeito cassado Alcides Bernal." Marun também rebateu as afirmações de Amarildo Cruz, afirmando que Bernal não deixou R$ 600 milhões em caixa. "Se houvesse deixado seria pior, demonstraria que ele era mesmo incompetente ao deixar a cidade do jeito que elei deixou", disse.

Heloísa Lazarini