23 de junho de 2021
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Dilma inaugura Casa da Mulher Brasileira, mas foge do público e protestos

Diferente do estilo ‘Lula’ de se relacionar com o público, a presidente Dilma Rousseff comparece em eventos a contragosto e prefere apenas o discurso de palanque

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Se em seu primeiro mandato a presidente Dilma Rousseff já preferisse a distancia do povo, e na ocasião ainda gozava dos benefícios da grande aprovação de seu antecessor e mentor, hoje, em especial neste momento de contenção econômica feita por meio de medidas indigestas e impopulares, comparece a eventos oficiais blindada da população e imprensa, evitando questionamentos sobre as discrepâncias entre as promessas de prosperidade e segurança ao trabalhador feitas durante a campanha, e as ações que indicam tempos difíceis e descontrole inflacionário.

Assim foi na visita oficial que fez a Capital para a inauguração da primeira Casa da Mulher Brasileira. A presidente chegou dentro do horário previsto (8h50 horário de MS) na Base Aérea de Campo Grande que estava interditada para público e imprensa. Dessa maneira evitou questionamentos dos profissionais e as manifestações contrárias – pequenas, é verdade, desestimuladas pelo forte aparato de segurança.

Mesmo durante a visita às instalações da Casa, Dilma foi acompanhada apenas pelas autoridades presentes e funcionárias da Casa, enquanto os jornalistas foram isolados em uma área distante o suficiente para evitar perguntas. Mesmo as instalações provisórias para o evento contava com espaço para pouco mais de 800 pessoas. Assim, distante de qualquer possível constrangimento, a presidente não foi confrontada com as manifestações contrárias que se restringiram às imediações do local. Mesma sorte não teve o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, que ouviu seu nome ser vaiado quando sua presença foi anunciada no palanque e sofreu com novo apupo no momento de seu discurso.

Última a falar, discursando por 25 minutos, Dilma discorreu sobre o “Programa Mulher: Viver sem Violência” e a importância da Casa da Mulher Brasileira e a importância de Maria da Penha que transformou a sua condição de vítima da violência em proposta de vida de lutar por todas as mulheres. Enfatizou que “essas ações devem partir de cada um para que se possa construir uma sociedade baseada em princípios éticos e morais, de respeito e consideração mútua”.

Mencionando os três poderes da República ali representados, reforçou que não a atual situação só terá uma solução enquanto todos se dispuserem e trabalharem em consonância, ai incluída a sociedade de uma forma geral.

Dilma não deixou de aproveitar a ocasião e discorrer sobre programas desenvolvidos pelo seu governo e pelo governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, e voltou a mencionar os programas educacionais como Prouni e Pronatec, sem mencionar os constantes cortes em investimentos.

A Casa

A Casa da Mulher Brasileira tem por objetivo integrar e ampliar os serviços públicos existentes e voltados às mulheres em situação de violência, mediante a articulação dos atendimentos especializados no âmbito da saúde, da justiça, da segurança pública, da rede socioassistencial e da promoção da autonomia financeira.