23 de setembro de 2021
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'CASA DE LEIS'

'Discrepância': enquanto uns pedem lockdown, outros querem maior abertura

Vereadores tomam rumos diferentes e apoios vão desde à renda emergencial, à PL para volta das atividades econômicas

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Vereadores de Campo Grande tem buscado abraçar diferentes frentes de trabalho pela população. Enquanto alguns tentam auxiliar os moradores e instituições sociais e de saúde, outros defendem as ações da prefeitura, como o Centro de Vacinação da Covid19 aberto na 3ª feira (23.mar.2021), enquanto há também quem critique as poucas medidas adotadas e quem se diz pensar na classe trabalhadora e quer que espaços como academias e lojas de utensílios domésticos continuem abertos.

Camila Jara (PT) é a criadora do Projeto de Renda Básica Emergencial para o município, encaminhado para a Prefeitura, e mais recente realizou audiência pública com o vereador Eduardo Suplicy (SP) e o vice-prefeito de Maracá (RJ), Diego Zeidan, mediado por Aline Ramos, do Movimento Acredito-MS.

Já o vereador Dr. Victor Rocha (PP), garantiu emendas parlamentares, que somam R$180 mil, que beneficiam 21 instituições de Campo Grande, sendo 12 de assistência social e outras nove da área de saúde. O parlamentar ainda participa de um acordo coletivo com R$20, num total de R$250 mil, voltado para a entrega de uma ambulância para a Santa Casa.

Segundo assessoria do vereador, as instituições de saúde contempladas são:

  • Santa Casa Campo Grande
  • ABREC-Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul
  • Asilo São João Bosco
  • Associação Juliano Varela
  • Hospital Nosso Lar
  • SIRPHA – Lar do Idoso
  • Cotolengo
  • AAPC-Associação de Apoio de Pacientes com Câncer
  • APAE de Campo Grande

Enquanto na área social, estão relacionadas:

  • AMA - Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Grande
  • Movimento MÃE ÁGUIA
  • ISMAC – Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos Florisvaldo Vargas
  • Educandário Getúlio Vargas – Sociedade Eunice Weaver de Campo Grande
  • Associação Crianças do Brasil em Campo Grande – Projeto Segunda Casa
  • Associação de Moradores Arnaldo Estevão de Figueiredo II - AMCAEF
  • Associação de Apoio a População em Situação de Rua São Francisco de Assis – Casa de Apoio aos Moradores de Rua São Francisco de Assis
  • Associação Cidade dos Meninos de Campo Grande – MS
  • Associação de Educação Especial Marcelo Takahashi – Escola Especial Colibri
  • Associação das Irmãs Franciscanas de São José – AIFSJ
  • Associação ATO – Amparar, Transformar e Orientar, de Assistência Social
  • Associação Redentorista Filhos de Maria

Crítico das ações do Executivo Municipal, Marcos Tabosa (PDT) - membro da Comissão de Saúde e de Justiça - lamentou profundamente o voto concedido, pela Casa de leis, para a antecipação dos feriados. Segundo ele, o necessário para conter a pandemia e "única saída viável de combate a um vírus considerado alienígena e mortal" é o lockdown. 

Segundo a assessoria do parlamentar, Tabosa classificou o decreto como superficial e de resultados pouco efetivos. “Abriu templos religiosos, mas fechou academias, por exemplo”, disse o vereador, afirmando que fechar tudo seria o certo, não a medida que chamou de “locknada” político. 

“O Executivo Municipal recebeu do governo federal milhões de reais para equipar as unidades; comprar remédios; insumos e preparar os servidores da linha de frente para o desafio que viria. Contudo, nada disso foi feito. Hoje vivemos esse caos, com as unidades de saúde totalmente destruídas, onde falta tudo, desde remédios, materiais de primeiras necessidades, roupas e lençóis, toalhas, enfim, um completo abandono do serviço de saúde, causando um grande desânimo nos servidores que não conseguem salvar vidas”, disse o vereador. 

Enquanto isso, parlamentares como o vereador Professor Riverton (DEM) e Ronilço Guerreiro (PODEMOS) exaltaram a inauguração do Centro de Vacinação contra a Covid19, nesta 3ª feira. A Prefeitura analisa que, no Ginásio do Guanandizão, até 2,5 mil pessoas podem ser vacinadas diariamente. 

Ao lado de Marquinhos Trad e de José Mauro Filho, secretário municipal da Saúde, Riverton avaliou que: “neste momento onde todas as forças estão concentradas no controle da pandemia, um espaço devidamente preparado para receber mais pessoas é muito importante para ampliar a capacidade de aplicação de vacinas. Foi uma ação importante e coerente da gestão”, avalia o vereador".

Ronilço apontou que a vacina é um direito das pessoas. "Temos que trabalhar, incansavelmente, para que todos sejam imunizados o mais breve possível. Criar um ponto central de vacinação, como esse do Guanandizão, é muito importante, pois abre mais espaços e evita aglomeração em postos de saúde. As ações, volto a dizer, precisam ser pensadas olhando para as pessoas, facilitando o acesso das pessoas”, afirmou o parlamentar. 

Também o vereador William Maksoud, comentou ser acertiva a medida do novo posto de vacinação, tendo em vista o avanço da pandemia. “A nossa esperança é a vacina e o desejo é que todos sejam imunizados o quanto antes”, comentou o parlamentar.

Enquanto uns querem parar a cidade, Thiago Vargas (PSD) afirma que o fechamento de academias e lojas de utensílios domésticos é incabido e que a economia não pode parar, já que encara os serviços como "necessidades da comunidade", e que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência da população, segundo afirmou através de sua assessoria. 

Sob a afirmação de que todas as atividades econômicas são essenciais, Vargas aponta que é preciso pensar na classe trabalhadora e no empresariado. “Estou propondo um Projeto de Lei levando em consideração que é por meio do exercício do trabalho que se garante o sustento e, consequentemente, a dignidade humana, prevista no artigo 1º, inciso III da Constituição Federal, sendo esta um fundamento da República Federativa do Brasil”, concluiu.