15 de junho de 2021
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Disputa nos grandes centros impõe cartas decisivas em 2016

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Partidos e lideranças políticas de Mato Grosso do Sul já vivem a nervosa espera pelo ano eleitoral de 2016, que para muitos concorrentes pode significar a aposentadoria ou ao menos um incômodo adiamento de projetos partidários ou pessoais. Das legendas maiores, como o PMDB, PT E PSDB, às de média e pequena força (a exemplo do DEM, PDT, PR, PSB, PP, PTB e PSD, entre outras), a necessidade de alcançar um bom desempenho nas urnas passou a ser vital para seus objetivos políticos, notadamente quando o teatro de confrontos estiver localizado nos maiores colégios eleitorais do estado: Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas e Ponta Porã.

Dois dos maiores partidos sul-mato-grossenses, o PMDB e o PT, perderam nos pleitos mais recentes boa parte de seu oxigênio político e eleitoral. OS petistas não conhecem o sabor de um grande resultado eleitoral desde 2006, quando perderam a disputa do governo estadual para o peemedebista André Puccinelli.

Em 2008 e 2012, nas disputas municipais, os seus melhores resultados foram alcançados em Corumbá, com a reeleição do prefeito Ruiter Cunha e a vitória de seu sucessor, Paulo Duarte.

O PMDB ainda provou um saborzinho, o de continuar com a condição de maior vencedor na briga pelas prefeituras, elegendo seguidamente a maioria dos prefeitos nos 79 municípios. Nem isso, entretanto, compensa o dissabor e a frustração causados por duas acachapantes derrotas, uma em 2012, quando Alcides Bernal (PP) bateu Edson Giroto, o ungido de André Puccinelli, e outra em 2014, ano em que o peemedebismo perdeu sua “guerra” mais importante: não passou nem para o segundo turno com Nelsinho Trad e viu o tucano Reinaldo Azambuja despachar o antes favorito Delcídio Amaral (PT).

Com a vitória de Azambuja, PMDB e PT terão pela frente um novo e poderoso adversário eleitoral. É evidente que esse poderio ainda depende muito do desempenho do governador tucano, entretanto é visível que peemedebistas e petistas, já sem o encanto de antigamente, andam às voltas com problemas orgânicos e de unidade política, além de sofrer o massacre midiático dirigido aos aliados do governo da presidenta Dilma Roussef.

No Estado, o PSDB abre as asas e sabe que, por necessidade absoluta de sobrevivência, precisa ir bem mais longe do que permite a curta autonomia de voo do pássaro-símbolo da legenda. Se de um lado Azambuja teve que ceder à evidência para avalizar o consenso que alçou um peemedebista (Júnior Mochi) à presidência da Assembleia Legislativa, de outro deu um passo político significativo ao investir no entendimento que impediu a disputa pelo comando da Associação dos Municípios (Assomasul) e entronizou o tucano Juvenal Neto. O prefeito de Nova Alvorada do Sul foi eleito presidente da Assomasul em chapa única, com voto e participação de petistas e peemedebistas na Mesa Diretora – vitória creditada ao governador e a articuladores dos dois partidos que, em tese, lhe fariam oposição.