18 de abril de 2021
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Eleições 2016

Disputa pela prefeitura de Dourados provoca racha no PMDB

A sucessão da Prefeitura Municipal de Dourados promete ser acirrada em 2016. O segundo colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul deverá contar com um amplo leque de candidatos, embora os partidos não tenham entrado em consenso para indicar nomes. Ainda que correligionários tucanos tenham enfatizado que o PSDB priorizará candidatura própria nos 79 municípios do Estado, um dos principais articuladores políticos da legenda, secretário de Estado da Casa Civil, Sérgio de Paula confirmou ao MS Noticias que o partido está abrindo possibilidades para apoiar os peemedebistas. “Temos a governabilidade na Assembleia Legislativa com o PMDB, é natural que mantenhamos conversação”, disse.

Segundo Sérgio de Paula, mesmo tendo o PMDB como um eventual aliado, o PSDB não confirma adesão a nenhuma pretensão de candidatura, até porque, conforme o secretário, com a abertura da “janela” poderão migrar novos agregados ao ninho tucano. Um dos eventuais novos filiados, conforme informações de bastidores, é deputado federal Geraldo Resende, que, embora seja presidente municipal do partido em Dourados, tem enfrentado resistência a sua candidatura entre boa parte dos correligionários. 

Quanto ao possível ingresso de Resende no partido, Sérgio de Paula não confirma, mas admite que 'existem conversas' com diversos pré-candidatos. “Estamos respeitando todos os segmentos políticos e conversando com todos. Vamos procurar um consenso para Dourados. A questão do Geraldo Resende vai ter que ser resolvida no partido dele, até porque há um desconforto no PMDB, porque pode haver uma disputa dentro do partido com o Sebastião, secretário de Saúde de Dourados que também é um pré-candidato”, apontou o secretário.

Embate

De um lado, o secretário Municipal de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira afronta o presidente do diretório municipal do PMDB, deputado federal Geraldo Resende, que, segundo ele, tenta "ser dono do partido" e cobra seu espaço na sigla. “O Geraldo sempre achou que somente ele poderia ser o candidato do partido. Tanto que Marçal Filho saiu por conta de divergência com ele, a Délia Razuk ainda não saiu, mas também tem divergências com Geraldo”, dispara.  

Questionado sobre uma eventual saída da legenda para tentar candidatura por outro partido, Sebastião foi enfático. “Quem está falando de sair do partido é o deputado Geraldo Resende”. Na outra ponta, o deputado foi taxativo e negou qualquer possibilidade de abandonar o PMDB. “Sou resistente. Como vou deixar o PMDB se sou presidente do partido. Estou conversando com o PSDB, como também converso com o DEM, PSB, PDT. Isso é mais uma inverdade”, afirma.

Para Geraldo, as declarações de Sebastião Nogueira soam como “discórdia”. “Ele sempre esteve ausente durante os quatros anos em que esteve como secretário, que inclusive foi uma indicação do PMDB. Acho a fala dele equivocada. Espero que em março o partido já tenha escolhido seu pré-candidato. Eu luto pela unidade do partido, sem ataques. Ele está tentando fragmentar o partido”, rebateu.

 

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