21 de abril de 2021
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Eleições 2016

Duarte x Ruiter: equilíbrio em Corumbá risca favoritismo, mostram pesquisas

Candidatos “caçam” indecisos e apostam em reforços de peso, como Azambuja e Zeca

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Uma das disputas que mais chamam a atenção em Mato Grosso do Sul é a que está sendo travada em Corumbá, quarto maior colégio eleitoral do Estado. Na fase de pré-campanha e logo no seu início, o ex-prefeito Ruiter Cunha (PSDB) desenhou seu favoritismo amparando-se em pesquisas de intenção de voto. Uma delas, do Instituto Ícone, publicada em 26.01.2015 pelo site Diário Digital, dava a ele ampla vantagem: na consulta estimulada, aparecia com 26,3% contra 16,5% da peemedebista Solange Oliveira, enquanto o prefeito Paulo Duarte vinha em quarto, com 12,5%. A pesquisa ouviu 600 eleitores, foi feita entre 17 e 21 de janeiro e com margem de erro de 4% para mais ou para menos. Na época, Ruiter e Duarte ainda pertenciam ao PT.

 

Hoje, um ano e meio depois, o quadro é bem diferente do que foi retratado naquela pesquisa. Dos nomes citados pelos eleitores não figuram como candidatos Solange Oliveira, Alfredo Zamlutti Jr, Antonio Sabatel e Evander Vendramini. O vereador Marcelo Yunes (PTB) é o vice na chapa de Ruiter, que tem como adversários o prefeito Paulo Duarte (PDT), candidato à reeleição, e o engenheiro Elano Almeida (PPS). Outro item diferenciador está no cenário de intenções de voto. Se for considerada a amostragem de duas das pesquisas mais recentes, verifica-se que não existe mais favoritismo, tendo em vista o equilíbrio entre Cunha e Duarte, cujas intenções de voto configuram o empate técnico, conforme critério das empresas pesquisadoras.

 

No dia 17 de abril foi publicada a Pesquisa Ipems, contratada pelo jornal Correio do Estado e registrada com o número MS-09538/2016, margem de erro de 5,66% para mais ou para menos e 95% de confiabilidade. A amostragem, obtida por meio de 300 entrevistas, aferiu que as intenções de voto para Cunha e Duarte estavam empatadas dentro da margem técnica de diferença. Na estimulada, o ex-prefeito tinha uma vantagem estreita de menos de um ponto percentual (33,62% contra 32,64%). Já na espontânea, a diferença se mantinha apertada, mas com ligeira dianteira de Duarte (14,24% contra 11,59%). O candidato Delano Almeida foi citado por 16,31% na estimulada e 1,38% na espontânea. Nas duas amostragens, os indecisos e votos brancos e nulos somavam, respectivamente, 17,43% e 72,47%>

 

Outra pesquisa recente e reveladora para atestar esse panorama foi feita pelo IPR, publicada no dia 19 deste mês, contratada pelo site de notícias Campo Grande News e registrada com o número02488/2016. O instituto ouviu 300 pessoas nos dias 13 e 14 de agosto, utilizando margem de erro de 5,2% e 95% de nível de confiança. Segundo se apurou, Duarte e Ruiter mantinham rigoroso equilíbrio, porém com o pedetista à frente, com estreita diferença na estimulada (32,94% a 31,17%). Elano Almeida tinha 15,88% e os indecisos eram 12,94%.

 

O número de indecisos, o desempenho expressivo do candidato Elano Almeida e o peso político - ainda não medido - das coligações partidárias e apoio de aliados podem ser fiéis da balança, cada item com sua específica dimensão. Cunha, cujo vice é o vereador petebista Marcelo Iunes, tem como principal parceiro de palanque o governador tucano Reinaldo Azambuja, mentor de sua revoada para o PSDB.

 

Duarte, que conservou na chapa a atual vice-prefeita Márcia Rolon, aguarda um reforço importantíssimo: o deputado federal e ex-governador Zeca do PT. Dono de grande popularidade no município, Zeca não gostou de ver Duarte deixar o PT, mas deve ficar com ele porque esta posição foi adotada por unanimidade na convenção partidária e os petistas fazem parte da coligação.