12 de junho de 2021
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Eduardo Cunha quer independência sem prejuízo à governabilidade

Após eleito, Cunha garante trabalhar com pautas de consenso dos líderes, sem priorizar as demandas que vêm do governo

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Foi eleito neste domingo, na Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), para o biênio 2015-2017. Cunha derrotou seus três oponentes no primeiro turno, por 267 votos, de um total de 513 votantes. O segundo mais votado foi o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), com 136 votos. Júlio Delgado (PSB-MG) contou com 100 votos e Chico Alencar (Psol-RJ) teve 8 votos. Houve dois votos em branco.

De acordo com o site da Câmara dos Deputados, após tomar posse, Cunha ressaltou que será “o presidente de todos” e vai colocar em prática o mote de sua campanha, que foi a independência da Casa em relação aos demais poderes. Prova disso é que já indicou como “prioridade zero” dos próximos dias a conclusão da votação da proposta de orçamento impositivo de emendas parlamentares (PEC 358/13) – falta votar o segundo turno.

Além disso, o peemedebista garantiu trabalhar com as pautas de consenso dos líderes, sem priorizar as demandas que vêm do governo. Também afirmou que a vitória deixa para trás as possíveis sequelas de uma campanha que classificou como “dura” e de muitos ataques. E deixou claro que a sua eleição não afeta a governabilidade.

Vitória: Para Cunha, a vitória não pode ser creditada na conta da oposição nem de um movimento contra o governo. Para ele, o caminho que o levou à Presidência da Casa foi construído com articulação, que envolveu até governadores, e pelo anseio dos deputados por uma Casa menos atrelada às demandas do Poder Executivo.

Para ele, existe um sentimento entre os deputados de que um mesmo partido não pode controlar todos os poderes. Segundo Cunha, os ganhos institucionais recentes do Congresso – ele citou o orçamento impositivo das emendas e a nova interpretação do trancamento de pautas por medidas provisórias – ocorreram quando a Presidência da Câmara estava com o PMDB, e não com o PT.