20 de abril de 2021
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Eleições 2016

Eleições: Campo Grande, Dourados e Corumbá tiram o sono de dirigentes

Nas pesquisas, Marquinhos à frente vê Rose tirar Bernal do segundo lugar, Délia mantém a dianteira e Duarte abre vantagem sobre Ruiter

A menos de três semanas das eleições municipais os dirigentes e principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul não escondem a expectativa e a preocupação com o que virá quando as urnas forem abertas, no dia 2 de outubro. Embora o olhar periférico implique o acompanhamento do que acontece nos 79 municípios, é compreensível que as atenções se concentrem nos maiores colégios eleitorais e onde as pesquisas indicam algum equilíbrio ou diferenças não muito confortáveis entre os concorrentes.

 

Equilíbrio é a tônica de alguns confrontos pontuais, como no caso de Campo Grande, onde Marquinhos Trad (PSD) se mantém consolidado na liderança, mas vê logo atrás a tucana Rose Modesto e o prefeito Alcides Bernal (PP) disputando a vice-liderança e, com isso, a passagem para o segundo turno.  Para o trio, o que conforta é saber que as outras 12 candidaturas, ao menos conforme as pesquisas, não representam ameaça.

Em Dourados, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul, a vereadora Délia Razuk (PR) segura a liderança desde o início de agosto e vem mantendo pequena, mas consistente, diferença sobre o segundo, Geraldo Resende (PSDB). Os outros três candidatos não chegam perto dos líderes, embora o peemedebista Renato Câmara tenha registrado considerável crescimento. 

 

A disputa douradense é marcada pelo interesse de dois grandes eleitores que preparam o terreno para a sucessão estadual de 2018: o governador Reinaldo Azambuja, que deve buscar a reeleição, e o ex-governador André Puccinelli. Apesar dos riscos que uma derrota pode representar, ambos não tinham outra alternativa a não ser a de fincar o pé em Dourados e conservar estreito contato com um universo eleitoral valiosíssimo. 

 

A liderança de Délia torna ainda mais interessante esse tabuleiro, porque, em tese, se ela ganhar a eleição estará derrotando os dois maiores cabos eleitorais do Estado: Azambuja, que apoia Resende, e Puccinelli, que pede votos para Câmara. É preciso considerar um aspecto sintomático: Délia era do PMDB, mas não viabilizaria politicamente sua candidatura numa legenda que era controlada por rezende. O PR, de Londres Machado, recrutou a vereadora e deu-lhe o que ela precisava para ser candidata. Então, com Délia prefeita, Londres passará a ser o interlocutor mais graduado da política douradense dentro de dois anos.

 

Em Corumbá as notícias mais recentes dão conta de uma eleição tumultuada e cada vez mais polêmica. Os adversários da ponta são o prefeito Paulo Duarte (PDT) e o ex-prefeito Ruiter Cunha (PSDB). O terceiro nesse jogo é Elano Almeida, do PPS, que não aparece nas pesquisas com possibilidades de vitória. É mais um território-chave para Azambuja, responsável direto pela filiação de Ruiter, e principal depósito de esperanças da revitalização petista, já que o deputado federal e ex-governador Zeca do PT perfila no elenco de apoio ao pedetista. 

 

Na equação política corumbaense para 2018, uma vitória de Duarte seria boa para Zeca e Dagoberto Nogueira (PDT), dois deputados federais que sonham com a reeleição, e ótima para Puccinelli, que segundo os bem-informados já tem para si um aceno de boa vontade do petista e do pedetista para uma conversa sobre eventual composição. A vitória de Ruiter é tida como pedra de toque para sedimentar a mais importante conquista política e eleitoral da base reinaldista, já que o governador não tem Corumbá entre seus redutos mais cativos e empolgados.

 

OS NÚMEROS -Em Campo Grande, o Instituto Valle Pesquisas divulgou esta semana que o candidato Marquinhos Trad, na pesquisa estimulada, passaria para o segundo turno com 40,40% das intenções de voto, bem à frente de Rose (25,17%) e Bernal (16,47%). Se as eleições fossem hoje, segundo a pesquisa estimulada, Marquinhos seria o mais votado no primeiro turno com 40,40% das intenções de voto, seguido de Rose Modesto (PSDB), com 25,17% e Alcides Bernal (PP), com 16,47%.  Os indecisos, votos em branco e nulos seriam 10,73%. 

Menos de 8% das demais intenções de voto seriam repartidos entre Alex do PT, 2,11%; Coronel David (PSC), 1,88%; Marcelo Bluma (PV) 0.94% Athayde Nery (PPS), 0,58%; Rosana Santos (PSOL), 0,47%; Suél Ferranti (PSTU), 0,35%; Pedrossian Filho (PMB), 0,23%; Aroldo Figueiró (PTN), 0,23%; José Arce (PCO), 0,11%; Adalto Garcia (PRTB), 0,11%; Elizeu Amarilha (PSDC), 0,11% e Lauro David (PROS) 0.11%. 

 

Em Dourados, Délia seria eleita, se as eleições fossem nos dias da pesquisa, com 40,65% dos votos válidos, superando Resende, com 32,72%; Renato Câmara, com 10,55%; Professor Ênio (PSOL), com 0,98%; e Wanderlei Carneiro (PP), com 32,27%. Indecisos, votos em branco e nulos somam 9,81%. O candidato com maior rejeição é professor Ênio (30,28%), seguido de resende (28,59%), Wanderlei (27,92%), Câmara (25,18%) e Délia, a de menor rejeição (18,73%).

 

Em Corumbá, depois de números que sugeriam, no início, a liderança pró Ruiter, e depois evoluíram para empate técnico, agora de acordo com a pesquisa Ipems/Fiems quem está na frente é Paulo Duarte. Ele aparece com 42,79% das intenções de voto, uma diferença ligeiramente superior a sete çpontos percentuais sobre Ruiter, que tem 35,60%. Ela Holanda tem 9,99%, enquanto os indecisos, brancos e nulos são 11,62%. O candidato com o mais alto índice de rejeição é Elano (34,99%). Depois vêm Ruiter (30,49%) e Duarte (29,92%).

 

Nota da redação - Estas análises baseiam-se em consultas de pesquisas publicadas com registro na Justiça Eleitoral. Em Dourados, a pesquisa Ipems/Fiems (registrada sob o nº MS-04898/2016 e realizada entre os dias 9 e 11 de setembro com a 600 pessoas) tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de grau de confiança. Em Corumbá, com o refistro MS-04092/2016 e realizada pelo Ipems/Fiems nos dias 12 e 13 deste mês com 300 entrevistas, a amostragem adota margem de erro de 5,66 pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança de 95%. Em Campo Grande, o Instituto Valle Pesquisas, contratado por Antonio José Ueno, com registro MS-07573/2016, ouviu 850 eleitores de sete a 11 deste mês e utiliza margem de erro de 3,4% para mais ou para menos e índice de confiança de 95%.