10 de maio de 2021
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Eleições na capital: decisão será democrática e de unidade, avisa Sérgio de Paula

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O presidente do Diretório Estadual do PSDB, Sérgio de Paula, no cargo há menos de uma semana e com a incumbência de conduzir o processo que definirá a estratégia do partido nas eleições de 2020, avisa que todas as disputas municipais precisam ser vistas com olhares específicos e serenos sobre cada realidade. Ele calcula que as definições sobre candidaturas e alianças só estarão formatadas a partir de abril.

Ao comentar o interesse de lideranças e filiados pelo lançamento de chapa própria em Campo Grande, o dirigente pondera: “Crescer e ganhar espaços é a vocação natural de qualquer partido, sobretudo um partido que é nacional, tem uma musculatura orgânica diferenciada. Porém, estamos numa democracia, e as nossas decisões precisam ser coerentes com o regime que defendemos. Vamos decidir com serenidade, com calma, com avaliações objetivas, considerar o custo-benefício  programático e político, pois em primeiro lugar está o que podemos oferecer à sociedade”, salientou.

É com esta visão que Sérgio de Paula inicia seu mandato à frente do Diretório. Ele já vinha conversando com dirigentes e lideranças municipais sobre os desafios eleitorais, focalizando questões como o fim das coligações proporcionais. Por isso, quer preparar o partido para a formação de chapas puras competitivas, que reproduzam a capacidade de formar lideranças e afirmar os quadros que já se destacam na vida social e política de cada município.

Com a experiência de quem conhece bem a economia interna do PSDB, de Paula tem a expectativa de uma solução saudável e edificante para o PSDB em Campo Grande, que é o maior colégio eleitoral do Estado e fornece a vitamina mais forte para as disputas em nível estadual. Tem consciência da disposição do governador Reinaldo Azambuja de apoiar a reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD), mas nem por isso tenta frear o avanço da tese de candidatura própria, que tem entre seus defensores a deputada federal Rose Modesto.

Sérgio de Paula chegou à presidência exatamente por sua capacidade unificadora, pelo conhecimento profundo das demandas do PSDB e pela sabedoria na construção de um entendimento que impediu a disputa interna pelo comando da legenda, que levaria Rose e o deputado federal Beto Pereira a um confronto de consequências imprevisíveis. Com sua escolha para a presidência, o PSDB foi pacificado e Sérgio de Paula reconhece, com veementes elogios, o papel fundamental desempenhado pelos dois parlamentares.

Assim, com o pensamento nos interesses maiores do partido – como a boa performance do governo e a identificação entre as linhas programáticas e a vontade popular -, Sérgio de Paula pensa a melhor forma e o melhor conteúdo para rodar a engrenagem política e administrativa do partido que tem o maior número de prefeitos (43) e de vereadores de Mato Grosso do Sul. No entanto, considera que a hegemonia partidária no poder não pode ser um desejo acima de tudo e de todos. Afinal, como ele mesmo diz, numa democracia todos dão-se as mãos e a gestão coletiva produz os melhores e mais democráticos resultados.