20 de abril de 2021
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Eleições

Eleições no interior: Akira desiste, Bira faz mega-aliança e Hashioka é dúvida

O afunilamento do prazo final para a homologação das candidaturas às eleições deste ano está agitando os partidos e produzindo todo tipo de desdobamentos, tanto na capital como no interior de Mato Grosso do Sul. O último dia para as convenções homologatórias é cinco de agosto e ao que se verifica a maioria das forças políticas está deixando para a última hora a definição de suas chapas majoritária e proporcionais.

BATAGUASSU - O ex-deputado Akira Otsubo confirmou sua desistência e, a exemplo de Campo Grande, deixa o PMDB sem candidato à sucessão. Em 2012, já com sete mandatos de deputado estadual, Akira tentou ser prefeito, mas perdeu a eleição para o atual prefeito, Pedro Caravina (PSDB). Em abril de 2013, com o deslocamento de Edson Giroto para a Secretaria Estadual de Obras, Akira, primeiro suplente, assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados. Em janeiro de 2015 Giroto retornou à Câmara, mas Akira continuou por mais um mês na Casa, para concluir o mandato de Reinaldo Azambuja, que renunciou para assumir o governo do Estado.

Após ferrenha e vitoriosa luta contra um câncer, Akira ainda tentou emplacar nova candidatura a prefeito, mas voltou atrás. Agora, em busca da reeleição, o prefeito Pedro Caravina vai enfrentar nas urnas o vereador Neto do Jô (PEN), embora até o prazo-limite das convenções outros nomes possam se apreentar. O PT, que tinha João Carlos Kotai, também retirou-se do páreo e vai apoiar o candidato do PEN.

COXIM - PP, PR, PV, PSD, PRP, PSDC, PRB, PHS, PRP,PRTB, PPL, Solidariedade, PSL e Pros. Estes são os 14 partidos que se juntarão ao PDT para fazer a campanha do professor Bira (Ubirajara de Lima), do PDT, à Prefeitura de Coxim. Com a convenção marcada para sexta-feira, 29, serão homologadas as candidaturas de 52 candidatos à Câmara Municipal e as coligações majoritária e proporcional. Ele é visto como o concorrente que mais ameaça o projeto de reeleição dio prefeito Aluizio São José (PSB).

O ex-prefeito Moacir Kohl, que era do PSB, deixou o partido e rompeu com o prefeito para apoiar a pré-candidatura da vereadora tucana Marilene de Fátima Gasperin. E acabou ficando sem canoa alguma, porque Marilene abriu mão da candidatura e engrossa as fileiras de Aluízio São José. O professor Bira viabilizou e deu maior capilaridade à sua candidatura depois que deixou o PT, após 30 anos de militância, e inscreveu-se no PDT. Sua candidatura será homologada nesta sexta-feira, 29, com grande mobilização dos partidos que o apoiam.

BELA VISTA – Ao menos seis pessoas chegaram no segundo semestre deste ano com o propósito de disputar a prefeitura belavistense. A fila é puxada pelo prefeito em exercício, Valdez Marques Claro (Solidariedade). Ele, na condição de presidente da Câmara Municipal, assumiu o cargo após duas vacâncias na chefia do Executivo. A primeirao aconteceu após a morte, em outubro de 2015, do titular eleito pelo PSB, Renato Rosa, que se suicidou. Em janeiro deste ano, o vice-prefeito Douglas Gomes (PP) tomou posse, mas foi afastado pela Câmara Municipal seis meses depois, acusado de improbidade administrativa na compra de uma máquina.

O ex-prefeito Abrão Zacarias (PMDB) aposta, confiante, na pré-candidatura do filho, o vereador Guto Zacarias. O pai já governou a cidade em quatro ocasiões. Agora, com o reforço do PHS – que deve indicar o vereador Pato para vice – a confiança aumentou. Em junho passado, um insólito e polêmico encontro agitou a política local: todos os pré-candidatos se reuniram para discutir a possibilidade de construírem um consenso e lançar chapa única, com a sugestão de definir o nome por meio de uma pesquisa. A ideia parece não ter vingado. Além de Valdez e Guto, participaram da reunião a professora Orlanda Freitas dos Santos, Reinaldo Piti Miranda, Jari Katicoco Ribeiro Barbosa, Flávio Pato (PHS) e Mauro Flor da Terra.

NOVA ANDRADINA – A sucessão municipal para os nova-andradinenses pode oferecer aos eleitores uma surpresa, caso o prefeito Roberto Hashioka (PSDB) confirme a hipótese que já vinha delineando há algum tempo e não se lance à reeleição. Ele trocou sua sigla de berço, o PMDB, para ficar no mesmo ninho partidário da esposa, atraído pelo convite do governador Reinaldo Azambuja e a expectativa de fortalecer ainda mais o projeto para outros quatro anos de poder.

Com três mandatos de prefeito (os dois primeiros entre 2001 e 2008, saindo da Prefeitura com 93% de aprovação administrativa), Hashioka é esperança certa dos tucanos de conservar uma importante prefeitura em cidade-polo no Vale do Ivinhema. Sem ele, o PSDB tem outras alternativas, entre as quais o médico Leandro Fedossi e os pecuaristas da família Capuci (Ademar, Pablo e Wilson).

O que se desenha, no entanto, é um cenário de disputa mais equilibrada se Hashioka não concorrer. Outros partidos puseram nas ruas seus pré-candidatos, como o vereador Newton Luiz Oliveira, o Nenão, do PMDB; e o empresário Edílson do Gás, do PT; e o atual vice-prefeito, Mílton Sena, do PDT. Sena candidatou-se a prefeito em 2008 e perdeu por apenas 1.436 votos para Gilberto garcia, do PMDB. Nas eleições seguintes, em 2012, aceitou ser o vice-prefeito de Hashioka.