14 de abril de 2021
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Pecúnia

Empresário acusado de ser "laranja" do casal Olarte deixa a prisão na Capital

"Sob o pagamento de fiança e algumas regras a ser segiuidas"

Empresário Evandro Simões Farinelli, deve deixar a prisão no começo da tarde desta terça-feira (dia 27), ele é apontado nas investigações da Operação Pecúnia, como suposto “laranja” do casal Olarte. Ontem, o juiz da 1ª Vara Criminal, Roberto Ferreira Filho, determinou a liberdade e aplicou medidas cautelares, que se quebradas levam Evandro de novo a prisão. 

Farinelli, foi preso em 15 de agosto na operação Pecúnia, pagou fiança de 10 salários mínimo (R$ 8.800) e deverá várias regras para manter-se em liberdade: comparecer mensalmente na Justiça, não se ausentar da cidade, entrega de passaporte, não manter contato com os outros denunciados e nem com as testemunhas de acusação.

Foto: Arquivo/Imagem Ilustrativa 

Nesta segunda-feira, o juiz também concedeu liberdade para o corretor Ivamil Rodrigues de Almeida, apontado como braço direito do casal Olarte nas aquisições imobiliárias fraudulentas. A família dele estava tentando levantar o valor da fiança: R$ 10.560.

Segundo a Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), as investigações da Operação Pecúnia começaram a partir dos dados obtidos com a quebra do sigilo bancário de Andréia Olarte e de sua empresa, denominada Casa da Esteticista. Ainda segundo a operação, entre 2014 e 2015, enquanto Olarte ocupava o cargo de prefeito, Andréia adquiriu vários imóveis na Capital. Os bens totalizaram R$ 3,6 milhões, com preferência por imóveis em condomínios de luxo.

Alguns bens ficaram em em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias (dinheiro, transferências bancárias e depósitos). Conforme a investigação, a princípio, os bens são incompatíveis com a renda do casal.