14 de abril de 2021
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35ª Lava Jato

Equipes da PF chegam a superintedência com documentos e computador

"Não foi divulgado o nome do campo-grandense"

A polícia ainda não revelou a identidade do campo-grandense que deveria ser conduzido até a sede da PF, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada na manhã desta segunda-feira (26). 

Uma entrevista coletiva está sendo concedida por representantes da Polícia Federal, Receita Federal e o Ministério Público Federal, na PF de Curitiba, mas até o momento não foi prestada nenhuma informação sobre as atividades da operação realizadas em Mato Grosso do Sul. 

Prisão Palocci  

 Na 35ª são investigados indícios de uma relação criminosa entre um ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda, Antonio Palocci, com o comando da principal empreiteira do país. Palocci foi intermediário do grupo político do qual faz parte perante o Grupo Odebrecht. 

Segundo a PF, há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público.  

O nome  

Segundo a PF, o nome “Omertá” dado à investigação policial, é uma referência a origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência ao principal investigado da fase ("italiano"), bem como ao voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht que, ao ser quebrado por integrantes do “setor de operações estruturadas” permitiu o aprofundamento das investigações. 

Além disso, remete a postura atual do comando da empresa que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados.