20 de abril de 2021
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RECONTRATADO

Esperou "poeira baixar": demitido por "voo imoral" é recontratado por Bolsonaro

À época da demissão Bolsonaro considerou que o gesto de Santini foi "completamente imoral"

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O ex-assessor da Casa Civil, José Vicente Santini, demitido em janeiro depor Jair Bolsonaro (sem partido) após usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) em uma viagem da Suíça para a Índia à passeio, foi recontratado e nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para exercer o cargo de secretário-executivo da  Secretaria-Geral da Presidência da República.

Mesmo depois da demissão determinada em janeiro do ano passado por Bolsonaro, que considerou a atitude do auxiliar "inadmissível", Santini já havia retornado ao governo federal em setembro, quando ele ganhou um cargo de assessor especial do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na ocasião, a volta de Santini teve o aval do Planalto após os três processos a que ele respondia terem sido encerrados por não apontarem irregularidade no uso do voo da FAB para ir à Europa e à Ásia acompanhar uma viagem do presidente Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, na Suíça.

Santini é amigo de Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de São Paulo e filho do presidente, e estava como interino do então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, quando recorreu à FAB para fazer a viagem. Ele foi demitido por Bolsonaro no fim de janeiro de 2020, mas horas depois, por influência de Eduardo, foi nomeado para um novo cargo. A nova nomeação repercutiu mal nas redes sociais e Bolsonaro demitiu Santini novamente.