20 de outubro de 2020
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Evasão de apoio da base preocupa adversários de Delcídio

Não são apenas o PSDB de Douglas Figueiredo (Anastácio)e José Roberto Arcoverde (Iguatemi) e o PPS de Ludimar Novais (Ponta Porã) preocupados com a adesão de prefeitos e filiados expressivos à candidatura do senador Delcídio Amaral ao governo de Mato Grosso do Sul. O PMDB, o DEM e o PSB – entre legendas que já possuem candidaturas próprias ou se acertam para enfrentar o petista – também experimentam igual sensação e ensaiam reações enérgicas para controlar essas adesões ou punir os infiéis. Como se sabe, o PSDB com Reinaldo Azambuja e o PMDB com Nelson Trad Filho estão no páreo da disputa sucessória estadual. A distância cada vez mais visível entre o governador André Puccinelli  e o projeto de Nelsinho Trad estimula boa parte dos quadros peemedebistas a sentir-se liberados para apoiar quem quiser. No caso do tucano, sua demora em desgarrar-se da tentativa de aliar-se a Delcídio pode custar a perda de apoios em sua base, embora em menor proporção que nos outros partidos. No meio da semana, uma rasante meteórica trouxe o ex-presidente Lula a Campo Grande, para num pouso de escala reunir-se às pressas com Delcídio e o ex-governador Zeca do PT. Bastou para que meia dúzia de prefeitos, vices e lideranças de legendas que deveriam estar alinhadas com Azambuja ou Nelsinho Trad se abalassem até o Aeroporto Internacional para proclamar compromissos com a candidatura do petista. Alguns desses infiéis fizeram questão, inclusive, de posar para fotografias. Edson Moraes, especial para MS Notícias