22 de abril de 2021
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Nas grades

Ex-assessor de Olarte cai nas garras da polícia no Pará após 20 dias foragido

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Estava a 20 dias foragido Ronan Edson Feitosa de Lima, ex-assessor de Gilmar Olarte, porém a Polícia Militar do Pará prendeu o fugitivo na noite desta terça-feira (20), na cidade de Tracuateua – distante 2.822 quilômetros de Campo Grande- .

Ele estava fugindo da Justiça desde agosto, quando teve a prisão decretada pela Justiça, juntamente com o ex vice-prefeito e a esposa dele, Andreia Olarte.

Segundo informações fornecidas pela PM/PA, Ronan foi detido durante uma abordagem de rotina da polícia. Ele estava em frente à casa de amigos e não resistiu a prisão. Como a cidade é pequena, Ronan foi levado para um município vizinho chamado Capanema, há aproximadamente 30 quilômetros de onde estava antes.

Nesta cidade, está localizada a delegacia Regional da Polícia Civil da região, onde devem ser iniciado o processo de transferência de Ronan para Mato Grosso do Sul.

"Evaporou"

O ex-assessor de Gilmar Olarte teve a prisão decretada no dia 31 de agosto porque na época não estava no endereço informado a Justiça e não tinha advogado, já que seu antigo defensor desistiu da ação.

A decisão partiu do relator do processo por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, do qual Ronan é réu junto com o casal Olarte e o militar da reserva Luiz Márcio dos Santos Feliciano.

“Tais elementos comprovam que referido acusado encontra-se em local incerto e não sabido, tendo deixado o distrito da culpa sem nenhuma comunicação ao Juízo, conduta que atenta contra o trâmite regular do processo, caracterizando clara intenção de impedir a aplicação da lei penal e prejudicar a instrução criminal”, escreveu Bonassini, no documento da decisão.

O relacionado ao ex-prefeito, já tinha sido preso no início do processo e foi solto pelo antigo relator do caso. “Agora, no ocaso do processo, desaparece, e mesmo diante da renúncia de seu defensor, não indica outro, em clara demonstração de que pretende obstruir a marcha processual”, ressaltou.

Entendendo que a localização do réu era incerta, o magistrado determinou que ele fosse notificado por meio de edital, que também dava 48 horas para que ele indicasse um novo advogado sob pena de ter nomeado um defensor público. Desde então, Ronan era considerado foragido.