01 de dezembro de 2020
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Facebook e WhatsApp "acobertaram milhões de fake news", diz presidente do PT sobre

PT também teve contas desativadas nas duas últimas semanas por envio automatizado de mensagens

Além dos Bolsonaros e do PSL, o PT também teve nove de suas contas no WhatsApp desativadas nas duas últimas semanas por envio automatizado de mensagens, em um processo que envolveu denúncias de spam político. As duas ações são proibidas pelos termos de uso da plataforma.

A presidente do partido, Gleisi Hoffman, disse que: "o bloqueio desses canais ocorreu justamente dias depois que iniciamos o abaixo-assinado pelo impeachment [do presidente Jair Bolsonaro], com muitos apoiadores e entidades."

Sem saber o porque da exclusão das contas, Hoffman questinou. "É importante sabermos do que estão nos acusando. Até agora, Facebook e WhatsApp não mandaram. Se há hipocrisia aqui é da parte deles, que acobertaram milhões de fake news na campanha de 2018, não denunciaram, fizeram vistas grossas a um monte de coisas e agora vem querer dar uma de lisura total. Acho que eles é que têm de explicar a lisura deles. Acho que são pouco confiáveis", disse ela.

A presidente do partdio também argumentou que unição acontece dentro de um contexto maior: a batalha em torno do polêmico "PL das Fake News" —  apoiado pelo PT, mas duramente criticado pela empresa em alguns de seus pontos. "Não dá para a gente afirmar que seja uma represália, mas com certeza o Facebook tem lado, um posicionamento político e um posicionamento em relação ao PL. Não devem estar contentes com ele", afirmou ela. O projeto, no entanto, foi votado dia 30 de junho, cinco dias depois do bloqueio das contas.

Aprovado no Senado na semana passada, com o voto favorável dos seis senadores petistas, o texto obriga que redes sociais peçam documento e telefone para quem quer ter uma conta e que aplicativos de bate-papo registrem o caminho que uma mensagem percorreu ao ser encaminhada. Para o WhatsApp, este último ponto é o mesmo que "colocar uma tornozeleira eletrônica nos usuários".  

Vale ressaltar que Facebook e Instagram já apagaram posts de Bolsonaro por julgar que o conteúdo ia contra sua política.

O WhatsApp passou a processar empresas que fazem disparo em massa como forma de tentar barrar esse tipo de uso da plataforma. 

*Com Folha de S. Paulo.