26 de janeiro de 2021
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União mantém proposta de R$ 78 milhões pelas terras do Buriti

Depois e uma reunião ontem entre produtores rurais, representantes do Ministério da Justiça, da Funai (Fundação Nacional do Índio) e membros da bancada federal e Mato Grosso do Sul, a União rejeitou a proposta dos produtores e manteve o valor de R$ 78 milhões proposto anteriormente pela compra das terras localizadas na região do Buriti.

O produtores solicitam que o valor pago pela compra das terras da região do Buriti seja o de mercado, que é R$ 124 milhões. Conforme os produtores foi obtido por meio de laudos provenientes de consultoria junto a empresas imobiliárias especializadas em propriedades rurais.

Atualmente, governo federal e produtores rurais negociam a venda e 30 propriedades, que hoje, estão ocupadas por índios. As propriedades etão localizadas na região da aldeia Buriti, que fica entre os municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. A aldeia possui hoje dois mil hectares e a Funai e os índios terenas reivindicam expansão para 17 mil hectares.

Outras reuniões entre os advogados dos produtores rurais e representantes do governo federal foram agendadas para a próxima sexta-feira  em Brasília. Eles irão discutir o termo de compra das propriedades de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia e verificar os aspectos técnicos empregados na avaliação das propriedades.

Para o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini, embora ainda não haja acordo entre produtores e governo federal, as reuniões demonstram avanços. “Houve avanço no processo de negociação, mas ainda são necessárias análises criteriosas sobre a avaliação da área em questão. Será necessário esforço conjunto para que o final seja satisfatório”, destacou o diretor da Famasul, após reunião no Ministério da Justiça.

Na sexta, serão realizadas duas reuniões. A primeira envolverá questões legais da compra das propriedades ocupadas e  a segunda contará com a participação de representante da Funai, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da empresa contratada pelos produtores rurais para a avaliação da área, para esclarecimento do aspecto técnico na avaliação da área requeridas.

O ministro da justiça José Eduardo Cardozo declarou depois da reunião que agora faltam apenas ajustes técnicos e jurídicos, mas ressaltou que a União "não tem condições de pagar nenhum valor a mais daquilo que é devido". Cardozo ressaltou também que as negociações de compra de propriedades rurais ocorrem de forma diferenciada quando as partes envolvidas são poder público e setor privado, por isso a divergência de valores entre os laudos da Ministério da Justiça e dos produtores rurais. Carodozo afirmou que o aumento do valor oferecido pela União depende da comprovação técnica da necessidade por meio de laudos.

Heloísa Lazarini