07 de maro de 2021
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Coffee Break

Guarda municipal cobra dívida de ex-secretário, no valor de R$ 50 mil e ameaça 'abrir a boca'

O guarda municipal e ex-motorista do prefeito afastado Gilmar Olarte, Fabiano de Oliveira Neves, é pivô de nova polêmica envolvendo Operação Coffee Break, e em conversas entre ele e ex-assessor de Olarte, Eliezer David, divulgadas em redes sociais na tarde desta terça-feira(16), Fabiano faz uma espécie de desabafo e se diz 'cansado de segurar bomba' do ex-secretário Valtemir Alves de Brito, o Caco, que comandou a pasta de administração e de obras na gestão de Gilmar. 


Em trecho do diálogo, que aconteceu no dia 31 de agosto de 2015, pouco menos de um mês antes do depoimento que prestou ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Fabiano pergunta se há chances de Olarte retomar comando do Paço, pois com volta de Bernal ele 'está morto na Prefeitura'.


Em seguida, Fabiano diz que está cansando de tentar resolver um problema financeiro com ex-secretário Valtemir Brito e conta que Caco o deixou com uma "bomba de 50.000" e ameaça contar o que sabe."Eu tô cansado de tentar resolver com ele, se estoura esse negócio vou abrir a boca. É muita falta de respeito".

Na conversa, o ex-assessor de Gilmar Olarte ainda diz que acredita nas chances do prefeito afastado de retomar o cargo, mas "que depende do DF". Fabiano finaliza conversa dizendo não acreditar no retorno de Gilmar para Prefeitura e antecipa que tem um amigo dele que pretende ir ao Gaeco "abrir a boca", porém, Fabiano não cita, no diálogo, nome do amigo.

Fabiano esteve na manhã desta terça-feira (16) na sede do Gaeco (leia aqui), acompanhado do advogado Diogo Godoy, e solicitou ao promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, responsável pelas investigações da Operação Coffee Break mudança de seu depoimento, pois, segundo a testemunha, as informações declaradas em 2015 são mentirosas. Fabiano disse nesta manhã que ele foi pressionado pelo atual prefeito Alcides Bernal (PP) "a mentir". Em troca, ele seria nomeado na Câmara de Vereadores e sua mãe, que era diretora no Instituto Mirim e foi exonerada, receberia valor referente à rescisão contratual.