01 de maro de 2021
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Impeachment: decisão do STF não deve alterar rito de processo

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Deputado federal Zeca do PT espera que trâmites adotados pela Câmara dos Deputados para condução do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), discutidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16)  recebam avaliação justa e democrática.  Porém, Zeca não descarta a possibilidade de que a maioria acompanhe voto do relator do processo, ministro Edson Fachin. “Acho que não muda praticamente nada, mas acredito que a tendência é acompanhar voto do relator”, resumiu.

Segundo STF, o voto de Fachin, ainda deve passar pelo crivo de outros dez magistrados da Corte, com possibilidade de haver alteração. A expectativa é de que Fachin  proponha que Dilma Rousseff não tenha defesa prévia, antes de o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), acolher pedido de afastamento e liberar  tramitação do processo de impeachment.

Para deputado federal Carlos Marun (PMDB), a torcida é para que a Câmara consiga o realizar mesmo rito que ocorreu com processo de impeachment do ex-presidente Collor. “Queremos manter voto secreto e afastar a possibilidade de que se tenha outra votação no Senado, após votação na Câmara, porque neste caso, Dilma só estaria afastada quando iniciasse a votação no Senado. Isso não concordamos”, disse o peemedebista.

Integrantes da base aliada de Dilma Rousseff alegam que a escolha da comissão que votará pelo impedimento  deveria ter sido feita por líderes  dos partidos e eleita em voto aberto. A votação foi secreta e oposição lançou chapa alternativa aos dos líderes que saiu vitoriosa.