27 de janeiro de 2021
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Inquérito do Gaeco aponta que Alceu Bueno pode ser um dos vereadores que venderam voto a Olarte para

Informações dos autos extraídos do inquérito civil nº 02/2014 publicadas pelo jornal Centro-Oeste Popular, realizado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul do mostram fortes indícios de que o atual prefeito de Campo Grande Gilmar Antunes Olarte (PP) pagou a vereadores da Capital para que votassem a favor da cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP), que ocorreu no dia 12 de março de 2014. Dentre os vereadores suspeitos, documentos e testemunhos apontam para um deles em especial, o vereador Alceu Bueno (PSL). Bueno teve seu depósito de material de construção interditado pela prefeitura por recomendação do MPE (Ministério Público Estadual) por ocupar uma área pública sem autorização do município e operar sem licença ambiental. O vereador tem praticados tais atos contra lei há 20 anos. Curiosamente, depois de ter o pedido de licença ambiental negado pela administração do então prefeito Alcides Bernal (PP), por não cumprir os requisitos da legislação ambiental, Alceu Bueno, que chegou a se oferecer para fazer parte de base de Bernal na Câmara, votou a favor da cassação e assim que Olarte assumiu, aderiu à base do prefeito. Mais curioso ainda é que mesmo com recomendações do MPE e mesmo diante de novas denúncias, comprovados por fotografias, de que Bueno estava desrespeitando a lei e abrindo o depósito para continuar com suas atividades além de usar outro terreno sem licença ambiental como depósito secundário, o prefeito Gilmar Olarte não tomou providência e sempre que questionado alegava desconhecer o caso. Olarte simplesmente desconsiderou as recomendações do MPE, que investiga a ilegalidade por meio do inquérito civil nº 06/2014, e não levou em conta os prejuízos, já constatados, à saúde da população do bairro devido à poeira e sujeira que oriundas do depósito que está em frente ao posto de saúde Günther Hans. Conforme o presidente do Conselho Regional de Saúde da região Elias Santana, crianças têm sido diagnosticadas com problemas respiratórios devido à poeira do depósito, e isso tudo já foi apresentado por diversas ao novo prefeito. Outro ponto que deve ser considerado é que a prefeitura, por meio de PGM( Procuradoria Geral do Município) tem dificultado o trabalho do MPE que solicitou por diversas vezes documentos e laudos sobre o depósito, mas não recebeu. O procurador geral do município é Fábio Castro Leandro que é advogado pessoal de Alceu Bueno, o que evidencias claramente que existe favorecimento por parte do Gilmar Olarte ao vereador. Diante da recusa do vereador de buscar a licença ambiental e diante do posicionamento da prefeitura de não cobrar do vereador a desocupação da área pública, na última sexta-feira, o MPE, pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, ajuizou a ACP n. 0821215-98.2014.8.12.0001, com pedido liminar, visando compelir a Empresa Bueno Transportes e Comércio Ltda a suspender, imediatamente, suas atividades, até que seja obtida a competente licença ambiental de operação. O ajuizamento da Ação Civil Pública n. 0821215-98.2014.8.12.0001, conforme nota no MPE, foi a única alternativa que restou a fim de obter o cumprimento da lei municipal que trata do licenciamento ambiental no município de Campo Grande, já que a empresa Bueno Transportes desrespeitou ato de interdição da SEMADUR, quanto à empresa que funciona na Avenida Coronel Antonino, n. 5.200, transferindo suas atividades para uma outra área localizada na Rua Nestor Muzi, todas funcionando sem licença ambiental de operação. O MS Notícias entrará hoje em contato com o promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira, responsável pela condução do inquérito, para obter novas informações e divulgar posteriormente os nomes de cada um dos vereadores envolvidos no esquema de compra de votos que pode ter levado à cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP). Heloísa Lazarini