03 de agosto de 2021
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Eleições 2016

PSDB e PMDB polarizam disputas, mas pequenos ganham força

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Quem quiser mudar de partido com a intenção de candidatar-se às eleições deste ano tem até à próxima sexta-feira, 18, o prazo-limite. No fechamento da janela partidária em Mato Grosso do Sul, o que se constata com o troca-troca partidário é a tendência crescente de polarização entre PSDB e PMDB na disputa das 79 prefeituras e câmaras de vereadores. Isso não impede, porém, que as demais legendas – e, em especial, as de menor representação – aspirem lugares de caráter destacados e até decisivos na definição das preferências eleitorais. O PTB, desde que passou a ser liderado pelo ex-prefeito Nelsinho Trad, está entre as legendas que tiveram o maior número de novas filiações.


Os tucanos, sem dúvida, são que mais expandiram a base política. A aquisição mais recente, e uma das mais comemoradas, é a do deputado federal Geraldo Resende, que em seu terceiro mandato deixa o PMDB e confirma-se pré-candidato a prefeito de Dourados. O partido, que já havia cooptado politicamente o ex-deputado federal Marçal Filho, agora ganha novo fôlego para a sucessão local.

O prefeito Murilo Zauith (PSB) não lançou seu próprio candidato, o que em tese facilitaria a vida dos tucanos douradenses. Porém, o páreo disputa tende a ficar mais acirrado se dele participarem candidaturas, como as da vereadora Délia Razuk (que estaria migrando do PMDB para o PR) e do deputado estadual peemedebista Renato Câmara, que com a revoada de Resende conquistou um impulso considerável para apresentar-se à concorrência e garimpar o voto de quem quer renovar as opções na política local.

O PSDB, que em 2014 elegeu quatro deputados estaduais (Onevan De Matos, Flávio Kayatt, Ângelo Guerreiro e Rinaldo Modesto), ganhou mais três: Maurício Picarelli, Beto Pereira e Mara Caseiro. É provável que recebe outros dois: Felipe Orro e George Takimoto. Com isso, estaria propenso a chegar a nove parlamentares, mais que um terço dos 24 que compõem a Casa.

Nessa revoada da AL, o prejuízo maior foi do PDT, que ficou sem um de seus três eleitos (Beto) e pode perder os outros dois, já que Felipe e Takimoto estão nos planos do tucanato, com o primeiro praticamente acertado. O PMDB, que tinha perdido Picarelli e Marquinhos Trad (recém incorporado ao PSD), foi compensado com a adesão de Márcio Fernandes, eleito pelo PTdoB, partido que ficou também sem a outra integrante da bancada, Mara Caseiro, seduzida pelo ninho amarelo. Desse grupo, as mudanças têm um denominador comum: a candidatura para a sucessão campo-grandense, objeto de desejo de Felipe, Mara, Marquinhos, Márcio e Beto.

INTERIOR – Em Corumbá, a janela deixou o PT mais distante de conservar a hegemonia que detém desde 2004, quando Ruiter de Oliveira venceu sua primeira eleição de prefeito. Em 2012 ele ajudou a reeleger outro petista Paulo Duarte. Ambos já deixaram a sigla. Ruiter saiu no ano passado, atendendo convite do governador Reinaldo Azambuja para filiar-se ao PSDB. Chegou a cortejar o PMB (Partido da Mulher Brasileira), mas deve permanecer no partido do governador. E Duarte, que presidiu o Diretório Regional do PT até o ano passado, está de malas prontas para desembarcar no PDT.

Em Três Lagoas, uma das reviravoltas da temporada sucessória: o conselheiro aposentado e ex-presidente do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, Cícero de Souza, assinou a ficha do PSB, prestigiado pela deputada federal Teresa Cristina, e é visto como principal alternativa dos adversário do deputado Ângelo Guerreiro, apontado pelas pesquisas como grande favorito na sucessão local.