25 de junho de 2021
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JBS se envolve pela 2º vez em transferências ilícitas, segundo investigações da Lava Jato

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A JBS garantiu na ultima terça-feira que realizou dentro da legalidade, o pagamento de R$ 200 mil, por serviço de consultoria de marketing, à empresa controlada pelo ex-deputado federal do PT André Vargas, preso na sexta-feira dentro da Operação Lava Jato.

As investigações sobre os esquemas em que se envolveu o ex-petista André Vargas levaram os procuradores a prestarem atenção em uma transferência que a empresa JBS fez para sua empresa “Limiar”, valor de R$ 200mil repassados em 2010.

Segundo matéria publicada no Estadp de S. Paulo, essa é a segunda citação à JBS envolvendo pagamentos a investigados pela Lava Jato. Em dezembro de 2014, a Polícia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma empresa fantasma ligada a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater, que receberam depósitos no valor global de R$ 400 mil da JBS. 

Nas eleições de 2014, a JBS repassou R$ 352 milhões a candidatos a presidente, senadores e deputados. Desse montante, R$ 73 milhões foram destinados à campanha da petista Dilma Rousseff. A campanha do senador Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, recebeu doações de R$ 48 milhões da JBS.

O Estado de S.Paulo informou ainda que na decisão que ordenou a prisão preventiva do ex-parlamentar, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Lava Jato, afirmou que é necessário aprofundar as investigações sobre a JBS, "pois não é possível afirmar por ora que (os pagamentos) eram destituídos de causa lícita".