20 de setembro de 2021
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Política

Líderes da oposição impõem condições para acordo de votação do Orçamento

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Líderes de partidos da oposição anunciaram condições necessárias para um acordo que possibilite a votação do Orçamento nesta quinta-feira (25), pelo Congresso Nacional.

O líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), criticou a redução de recursos para o Ministério da Saúde e para universidades federais. Ele propôs que os presidentes da Câmara e do Senado participem das negociações com o governo para que os recursos sejam repassados por meio de projetos de abertura de crédito orçamentário (PLNs).

O líder do Novo, deputado Vinicius Poit (Novo-SP), criticou essa proposta de acordo. "Acho ruim aprovar o texto hoje e, na semana que vem, decidir algo via PLN", lamentou. Ele questionou o corte de recursos da Previdência e do seguro-desemprego em detrimento de gastos para Desenvolvimento Regional, que não considera prioritário. "Não precisamos construir calçamento em rua enquanto falta vacina", protestou.

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), cobrou prazos e valores específicos para recompor o orçamento de universidades, da Saúde e do IBGE, como foi proposto pelo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

O líder do PSB, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), pediu a inclusão de recursos também no Sistema Único da Assistência Social (Suas) e na educação básica. "Jovens não conseguem acesso ao ensino remoto", observou.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) criticou os gastos com funcionários públicos. "O que mais choca foi o Parlamento ter aprovado, no meio da pandemia, congelamento de salário de professor, médico e enfermeiro, enquanto a peça orçamentária concede aumento de salário para militares", protestou. "Estamos dando aumento de salário no meio da crise para quem sequer está enfrentando a pandemia."

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Reportagem Francisco Brandão
Edição Pierre Triboli