22 de janeiro de 2021
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Partido Humanista da Solidariedade

Lideranças do PHS, incorporado pelo Podemos, avalia nova conjuntura

Por não ter cumprido a cláusula de barreira, elegendo apenas seis deputados federais, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) deve ser incorporado pelo Podemos, sigla que lançou e fez a campanha do candidato a presidente da Republica, senador Álvaro Dias. 

Segundo Emídio Milas, membro do quadro diretivo, ainda que a incorporação seja inevitável, é preciso avaliar toda a conjuntura e como serão encaminhadas nos estados as questões orgânicas e políticas, especialmente as que dizem respeito ao comando da legenda.

 O Podemos, concretizada a medida, saltaria de 11 para 17 deputados federais e sete senadores, porque dois foram eleitos pelo PHS. Os solidaristas fizeram no Brasil uma organização que se fortalecia politicamente, embora não tenha alcançado o sucesso eleitoral em todos os estados. É de seus quadros, entre outrs lideranças nacionais, o governador Mauro Carlesse, do Tocantins, que em eleições suplementares teve mais de 70% dos votos válidos.

Com a notícia da incorporação, várias lideranças do PHS passaram a ser assediadas por outras legendas. MDB, PSD, PDT, PSB e PSL estão entre os partidos que tentam atrair nomes de peso político, classista e de articulação para seus quadros. A deputada Renata Abreu continuará presidindo o Podemos, mas já antecipou que vai incluir egressos do PHS na Executiva partidária.  

ESQUERDA - O PCdoB e o PPL já oficializaram a fusão, para evitar que sejam penalizados com a cláusula de barreira. O novo partido levará o nome do PCdoB e terá dez deputados na Câmara Federal. Entre os deputados federais, três são da Bahia, Alice Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Uldúrico Júnior (PPL).  Na Assembleia Legislativa da Bahia, foram eleitos Dal (PCdoB), Olivia Santana (PCdoB), Bobô (PCdoB), Fabrício (PCdoB) e Zó (PC do B).

A cláusula de barreira passou a valer nestas eleições de forma progressiva. A medida tem como objetivo reduzir os partidos com pouca representação na Câmara. Além do PCdoB e PPL, outras 12 legendas não atingiram o índice mínimo de votos válidos nem elegeram deputados federais em número suficiente, que são os critérios da cláusula.