09 de maro de 2021
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MENSALINHO

"Magrela": mais um vereador de Ladário tem o cargo cassado

Suspeito de envolvimento com ex-prefeito Carlos Anibal Ruso

Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB) é o quarto vereador de Ladário a ter o mandato cassado suspeito por envolvimento no caso “Mensalinho”. A sessão de julgamento aconteceu hoje (04), com oito votos favoráveis, dos nove vereadores que participaram da sessão de julgamento, Agnaldo, conhecido como “Magrela”, teve o cargo de verador de Ladário cassado.

Segundo o site Diário Corumbaense, a sessão de julgamento foi acompanhada pela advogada de defesa Silvana Lozano de Souza. A magistrada disse ao jornal, que ela (defesa) já esperava pelo resultado. “Vou analisar o processo para decidir se vamos recorrer ou não da decisão", disse a advogada de defesa do ex-vereador. 

O presidente da Câmara, Daniel Benzi (MDB), também avaliou a sessão de forma tranquila, salientando que a defesa de Agnaldo, teve duas horas para explanação. “Sessão célere, onde a defesa do julgado se fez presente e pediu que fosse feita a leitura de uma parte da peça da defesa. Logo depois, culminou na cassação do Agnaldo, com oito votos favoráveis ao relatório da Comissão Processante, sendo que o vereador Rubens Gimenes (PTB) não participou por ser suplente direto do julgado e o vereador Rodolfo Bonifácio da Costa Ramos (PTB), por motivos pessoais”, explicou Daniel.

SEMANA HISTÓRICA 

Aproveitando o intertítulo do Diário Corumbaense, fazemos também uma reflexão à semana histórica da política em Ladário. Os julgamentos dos suspeitos tiveram início no "dia da mentira", segunda-feira (1º), onde a Câmara cassou o mandato do suspeito de chefiar o esquema criminoso, o ex-prefeito Carlos Anibal Ruso (PSDB), ele suspeito de pagar mensalidades de até R$ 3 mil por mês à vereadores para obeter apoio político na Câmara. O “mensalinho”, foi desarticulado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em novembro de 2018.

Além de Agnaldo, outros três vereadores já foram julgados e perderam o mandato, sendo eles: Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) julgada na quarta-feira (03), juntamente com Augusto de Campos (MDB), o "Gugu" e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), o "Baguá", esse no dia 02 de abril. Além de Ruso, que foi no cassado na segunda-feira.  

QUEM FALTA?

Outros três vereadores ainda vão ser julgados. Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN); André Caffaro e Vagner Gonçalves. Sobre esses parlamentares, o presidente da Câmara Municipal, disse que na tarde desta quinta, o vereador Vagner Gonçalves será ouvido em oitiva por videoconferência.

“Já o Paulo Rogério deverá passar pela sessão de julgamento na manhã desta sexta-feira (05) e o vereador André Caffaro ainda está com prazo de defesa de 10 dias. Depois que os trâmites forem concluídos, as sessões de julgamento de  Caffaro e Vagner, serão marcadas”, explicou Daniel Benzi ao jornal

MENSALINHO 

A Câmara de Ladário instalou três Comissões Processantes para apurar as acusações contra o ex-prefeito Carlos Ruso (PSDB), que teve o mandato cassado na segunda-feira (1º) e os sete vereadores. Foram três meses de trabalho.

Eles foram presos junto com o ex-secretário de Educação, Helder Botelho, no dia 26 de novembro de 2018, no caso que ficou conhecido como "mensalinho". A investigação do Gaeco e do Ministério Público Estadual apontou que para ter apoio político, Ruso pagava valores mensais ao grupo que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil. O esquema acontecia há mais de um ano. Indicação de cargos na Secretaria de Educação, pelos vereadores acusados, também fazia parte do "acordo" e quem cuidava da nomeação era o então secretário de Educação, Helder Botelho. Os parlamentares ainda teriam barrado uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que averiguava denúncias de irregularidades na Saúde.

Todos permanecem presos em Campo Grande. A pastora Lilia está em prisão domiciliar.