28 de julho de 2021
Campo Grande 14º

CORRIDA PRESIDENCIAL

Mais da metade não confia e desaprova governo Bolsonaro e Lula venceria em 1º turno

Primeira pesquisa realizada pelo Ipec aponta ainda que o ex-presidente Lula venceria todos os demais candidatos

A- A+

Diante de uma má gestão frente à pandemia e com cada vez mais ministros deixando seus cargos, Jair Bolsonaro, que já segue em ritmo de campanha eleitoral, tem encontrado números desanimadores a respeito da corrida presidencial de 2022.

Ainda ontem (24.jun.2021), de acordo com um primeiro levantamento feito pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), além de 50% avaliar como ruim/péssimo o governo Bolsonaro, seu candidato direto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresenta 49% das intenções de voto.

Dados compilados do Ipec, pelo portal G1, apontam que, quando a pergunta é “o(a) sr(a) aprova ou desaprova a maneira como o presidente Jair Bolsonaro está governando o Brasil?”, o índice de desaprovação é de quase setenta por cento (66%).



Também, a pesquisa tratou de abordar a confiança no presidente Jair Bolsonaro, sendo que esse desempenha um governo negacionista, com propagação de fake news e um - mais recente - festival de corrupção. Cerca de 68% dizem não confiar na palavra dele.



Realizada entre 17 e 21 deste mês, a pesquisa do Ipec - que apresenta dois pontos percentuais como margem de erro (para mais ou para menos) - ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios de todos os estados brasileiros. Seu nível de confiança é de 95%.

Quanto aos resultados do ex-presidente, Lula (49%) fica 26 pontos percentuais à frente de Jair Bolsonaro (23%) das intenções de voto. Caso as eleições fossem realizadas hoje, o possível futuro candidato do PT venceria ainda no primeiro turno.

De seus possíveis adversários citados, Ciro Gomes (PDT) tem 7%, empatado tecnicamente com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 5%, enquanto Luiz Henrique Mandetta (DEM), ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, aparece com 3%.

No total, brancos e nulos somam 10%, e eleitores que não sabem ou não respondem, 3%