03 de maro de 2021
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Eleições 2016

Márcio respeita fila, tem incentivo de André e quer falar com Temer

Para trocar o PTdoB pelo PMDB o deputado estadual Márcio Fernandes não impôs como condição ganhar de presente a indicação para concorrer à Prefeitura de Campo Grande. Mas reivindica que seu nome esteja incluído entre as pré-candidaturas do partido, cuja ficha vai assinar em ato publico entre 10 e 14 de março, com a presença do presidente da Executiva Nacional, o vice-presidente da Republica Michel Temmer.

Fernandes diz respeitar o elenco de lideranças peemedebistas com credenciais para concorrer, salienta que todas têm seu apoio e vai entrar na fila sem atropelar ninguém. Entre as opções do PMDB ele cita o ex-prefeito e ex-governador André Puccinelli – que reiteradamente descarta seu nome da disputa municipal -, o senador Waldemir Moka, o deputado federal Carlos Marun e os vereadores Carla Stephanini e Paulo Siufi.

“O que importa, acima de tudo, é que a escolha seja consensuada, que a unidade política se afirme e o partido aponte com sua chapa a perspectiva real de gestões vitoriosas que marcam a história do PMDB à frente dos destinos de Campo Grande”, assinalou Fernandes. Para fortalecer o direito de pleitear a indicação partidária, o deputado já esteve com Puccinelli, de quem recebeu o estímulo para defender seus projetos e viabilizar-se politicamente. E aguarda uma conversa com Temmer, com quem já agendou um contato para o início de março.

Confiante no empenho de Temmer em disseminar pelo País o lançamento de chapas próprias como prioridade nas capitas e maiores cidades, Fernandes realça as chances do partido em Campo Grande. Lembra os altíssimos índices de aprovação ao governo quando a cidade foi administrada pelo PMDB, dizendo ser esta uma diferença considerável a favor do partido. Porém, alinha outros itens que, a seu ver, compõem o perfil de gestão atualmente reclamado pela sociedade:

“A população está mais exigente e mais atenta. Quer um gestor ou gestora sem desgastes, que saiba manter sua visão gerencial em constante atualização, que não sofra as más surpresas das demandas reprimidas, que saiba ouvir e governar junto, não com demagogia, mas com efetividade”, avalia. “E é fundamental que o exercício de administrar seja de fato inovador, considerando as experiências vitoriosas de ontem, mas com o caminhar para a frente. Afinal, a cidade está chegando ao seu primeiro milhão de habitantes e não pode ficar acumulando demandas”, completa.

Fernandes acredita estar enquadrado nesse perfil. É uma liderança da nova geração de políticos, mas escolado no ramo empresarial que identifica a tradição familiar. Conquistou seu terceiro mandato consecutivo de deputado estadual com votações crescentes e comemora a liberdade de transitar sem problemas em diferentes espaços sociais e ideológicos.

“Ninguém governa hoje com sucesso se não souber ou não conseguir articular-se com todos os segmentos da sociedade, se não exercer o diálogo plenamente. É uma condição indispensável”, define. E a essa constatação ele atribui mais uma das possibilidades descortinadas por sua pré-candidatura: a de reatar a parceria entre o PMDB o PSDB. Sustenta que as afinidades entre os dois partidos propiciaram duas décadas de intervenções políticas e administrativas vitoriosas em Mato Grosso do Sul, uma motivação que o leva a considerar eventual aproximação com o governador tucano Reinaldo Azambuja. E segreda que o governador já teria aceitado o convite para assistir ao seu ato de filiação ao PMDB.