16 de abril de 2021
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2018

Marquinhos não vê disputa de 2018 na relação com Governo

No primeiro dia pós-eleição pessedista conversa com Bernal e derruba barrreiras com Azambuja

O prefeito eleito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), definiu duas prioridades para fechar o ano: concluir o período que lhe resta até dezembro como deputado estadual e dedicar-se ao processo de transição, que inclui os entendimentos com o prefeito Alcides Bernal (PP) para a passagem de governo e a escolha da equipe. No primeiro dia depois da proclamação dos resultados de sua vitória e da comemoração, ele deu duas efetivas demonstrações da determinação de fortalecer o mandato que começa em janeiro próximo: reuniu-se com Bernal para acelerar a transição e depois avistou-se com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), patrono da candidatura de sua adversária, a tucana Rose Modesto..

“Agora não há mais adversários. A disputa eleitoral terminou domingo. O que há neste momento é a disposição de construir todos os entendimentos que garantam a melhor estrutura de governança do município”, frisou Marquinhos. Com esse argumento, ele descarta qualquer interesse em trazer para suas ações políticas e administrativas a questão eleitoral e 2018, quando acontecerão as eleições gerais, incluída a sucessão estadual. “Não faço esse debate. Estamos em 2016, o trabalho que nos envolve agora é outro, é voltado às parcerias, à articulação ampla com todas as forças políticas e sociais, ao recrutamento de inteligências e do protagonismo popular para fazermos um governo que seja participativo, transparente e resolutivo”, destacou.

Marquinhos Trad se revelou satisfeito com as conversas na Prefeitura e na Governadoria. Conta que foi muito bem recebido e pode sentir, já nessas primeiras conversas, a boa-vonade dos governantes de contribuir com os projetos de desenvolvimento da capital. "Existem detalhes que precisam ser alinhados, mas as pontes estão disponíveis e já as estamos percorrendo", reforça. 

O prefeito eleito vê em Bernal e Azambuja a estatura de homens publicos que sabem separar as coisas e não vão permitir que os interesses da população campograndense submetidos às responsabilidades do poder publico municipal sofram a interferência de demandas eleitorais, extemporâneas ou não. “O que eu e meus aliados defendemos na campanha foi estruturar uma administração fiel ao interesse publico e não ao interesse de um partido ou de um grupo”, asseverou.

Para Marquinhos Trad, apesar do enfrentamento que protagonizaram na sucessão municipal, ele e Rose Modesto – assim como PSD e PSDB – falarão a mesma linguagem na defesa de Campo Grande. “Afinal, eu e ela fomos vereadores por esta cidade e convivemos com os problemas e desafios dos campograndenses. O que vai acontecer amanhã, em 2018, é uma questão que vai ficar para a hora adequada, no meu caso e no caso de toda minha administração. Acredito que será assim também com o governo. A sociedade cobra e espera de nós uma relação institucional respeitosa, republicana e produtiva. É o que já estamos começando a construir e a consolidar”.