21 de abril de 2021
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Eleições 2016

Marquinhos vai criar a Clínica da Família para desafogar hospitais e Upas

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O pré-candidato do PSD à Prefeitura de Campo Grande, Marquinhos Trad, tem três metas para resolver os problemas da saúde na Capital. É prioridade acabar com a superlotação nos hospitais e dar atendimento digno, além de valorizar, de verdade, os profissionais da saúde, com o Plano de Cargos e Carreiras.

“Chegou o momento que não dá mais para empurrar isso daí. Ou se institui verdadeiramente, e não fica só nas promessas, a meritocracia dentro da saúde pública, ou funcionários vão continuar desmotivados, sem perspectiva e expectativa de crescimento”, avaliou.

Também é meta a promoção da saúde, focando na prevenção para evitar a doença no máximo possível, por meio da criação da Clínica da Família. “Temos que priorizar o que a gente chama de atenção básica. Nós vamos criar, dentro dos postinhos, a Clínica da Família, para que a gente tenha condição de dar um primeiro atendimento de excelência para desafogar os hospitais e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)”, comentou.

A reorganização do atendimento também é meta de Marquinhos, que pretende zerar as filas e proporcionar um atendimento rápido e de qualidade nas urgências e no tratamento de doenças que chamam de especialidades. “Quem tem dor, não pode esperar. Saúde tem que ser todos os dias e não apenas alguns dias durante os quatro anos”, defendeu.

O candidato a prefeito também falou dos projetos de sua gestão para a Educação. Ele vai priorizar o término dos oito Ceinfs (Centros de Educação Infantis) que estão semi-prontos há vários anos, mas também quer dar infraestrutura e reformar os que já existem. Além disso, quer priorizar o cumprimento do piso salarial e da carga horária dos professores. 

“Também vamos implantar eleições diretas a diretores e diretoras adjuntos das escolas e Ceinfs. Diretor e diretor adjunto não pode ser mais indicação de cupinchas políticos. Isso já virou cabide de emprego para os prefeitos. Creio que a partir do momento que nós colocarmos, principalmente gestores técnicos dentro da Secretaria de Educação, Campo grande vai deixar de fazer política na Educação e vai fazer política de educação”, completou.

Marquinhos ressaltou que se preparou 21 anos para colocar o nome para apreciação popular, acumulando experiência como vereador, deputado estadual e Secretário de Assuntos Fundiários, quando liderou o processo de “desfavelização” de Campo Grande.

“Nós temos que oferecer uma possibilidade de mudar o que está ai e fazer a nossa cidade crescer novamente. Chegou a nossa vez. Tenho dito que as manifestações de junho de 2013 revelaram um novo modelo na política. Ou se respeita, ou quebra. O respeito se faz com a resolução dos problemas. A quebra, com o chamado enrola-enrola, jogar as coisas para debaixo do tapete. Minha meta é otimizar os indicadores sociais e econômicos para Campo Grande, afirmando e devolvendo a ela uma das melhores cidades para se viver neste país. É preciso falar menos e agir mais”, declarou. 

Marquinhos também apresentou prioridades para a segurança, citando como principal ponto a valorização do Guarda Civil Municipal, investindo no plano de cargos e carreiras. Além disso, propõe a ampliação do sistema de videomonitoramento e a criação da corregedoria e da ouvidoria.

“Vamos implantar tecnologia para mapeamento e controle da violência. Nós vamos criar a ronda nas escolas municipais e o Fundo Municipal de Segurança. Tudo isso é importante, mas temos que trabalhar com a prevenção. A iluminação pública, por exemplo: temos que dar para Campo Grande uma iluminação igual dos grandes centros, com a chamada lâmpada de LED. Talvez isso não resolva, mas vai inibir a ação dos meliantes. As praças não existem mais. Estes locais, infelizmente, viraram um ponto de encontro para coisas ilícitas”, lamentou.

Marquinhos ainda falou sobre a valorização do funcionário público e garantiu mudanças em sua gestão. “Devolver a ele a respeitabilidade e não o obrigando a fazer campanha para o candidato do governo ou do Município. O funcionário público só é lembrando nesta época de eleição e depois fica a Deus dará. Funcionário público é justamente aquele que faz crescer a nossa cidade. Vamos devolver a valorização do funcionário público dando condições de trabalho, respeitando. Funcionário público em nossa gestão será parceiro e irá nos ajudar a reconstruir e reorganizar Campo Grande”, garantiu.

Por último, Marquinhos pontuou a necessidade de uma gestão eficiente, com monitoramentos constantes das ações coordenadas e cobrança rigorosa de resultados.  “O bom gestor é o que compõe a tarefa de escolher os melhores e mais competentes quadros técnicos, sempre vigilante na execução do seu plano de governo. Assim, vamos construir a cidade que queremos, sem donos e sem grupos políticos que brigam pelo poder”, concluiu. A entrevista foi concedida ao Programa Tribuna Livre, da FM Capital, na manhã desta terça-feira (23)