20 de outubro de 2021
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Assembleia Legislativa

Mesa da AL fecha composição com Corrêa e Teixeira

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Só um acidente político-partidário, improvável a esta altura, impedirá que se consume a composição da chapa de consenso para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Depois de ter sido definida a presidência, com a escolha amplamente majoritária do deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), agora a fumaça branca sai da chaminé para anunciar que o democrata Zé Teixeira já tem o respaldo dos colegas para permanecer na 1ª secretaria.

A solução foi recebida com alívio por quem temia disputas desgastantes. A formação de um bloco com os novos parlamentares – chamado inicialmente de G-8, depois intitulando-se G-10 e até G-12, número não confirmado – agitou o processo. E teria avançado mais se conseguisse arrastar em seu projeto o decano Londres Machado (PSD). Porém, nesta sexta-feira, os gabinetes já davam conta da definição pro Teixeira. Outros noms estavam correndo por fora, como os de Márcio Fernandes (MDB) e Coronel David (PSL).

Para fontes da Governadoria, a manutenção de Zé Teixeira no segundo posto mais importante da direção legislativa reveste de tranqulidade a expectativa de Reinaldo Azambuja no que diz respeito à governabilidade e à relação entre os poderes. Teixeira está em sua segunda investidura consecutiva na função e nela vem cuidando com rara eficiência das demandas mais espinhosas, como o ajuste das necessidades do Parlamento ao seu duodécimo (fração orçamentária). Também na política é um dos personagens fundamentais para ariculações e entendimentos, especialmente nos bastidores.

Com a chapa de consenso em seus últimos detalhes, a eleição de primeiro de fevereiro vai garantir à Assembleia Legislativa uma Mesa Diretora eclética, dotada de experiência e arrojo para fazer as intervenções necessárias e dar continuidade ao processo de modernização.