29 de novembro de 2020
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JUDICIALIZAÇÃO DA VACINA

"Não é mais fácil investir na cura do que na vacina?", pergunta Bolsonaro; e o eco nessa cabeça

Perguntas desse tipo são frequentes por partes da família presidencial

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EDITORIAL - 7 dos 11 ministros inclinam-se para, neste momento, com esse tipo de presidente, Jair Bolsonaro, que a vacina do coronavírus seja obrigatória no Brasil. Visto que a imunização de alguns e não de todos não elimina a circulação da Covid-19. No revés o presidente lança a seguinte pergunta: "Não é mais fácil e até mais barato investir na cura do que na vacina?"... Não entendeu? Tudo bem, no caso de Bolsonaro só foi uma frase solta e não tem muito nexo, imagine o eco nessa cabeça.  

Perguntas desse tipo são frequentes por partes da família presidencial. O vereador Carlos Bolsonaro perguntou em seu Twitter, no dia 7 de julho de 2019: "Só por curiosidade: quando está quente a culpa é sempre do possível aquecimento global e quando está frio fora do normal como é que se chama?", veja o nível!

O presidente da Corte, Luiz Fux, ainda não incluiu as diversas ações sobre o tema na pauta do plenário. Até agora, ninguém na mais alta Corte deu a entender ser favorável à vacina facultativa.  O presidente, se queixou da judicialização do tema, prevista por Fux. Na visão do presidente, essa não é uma questão para a Justiça. “Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar a vacina”, disse ele.  

Enquanto laboratórios correm para produzir vacinas contra a Covid-19, a surpreendente discussão sobre a obrigatoriedade ou não da imunização ganhou um novo participante na figura do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mesmo sem defender abertamente, como fazem o presidente Jair Bolsonaro e a ala ideológica do governo, que a vacina seja facultativa, ele classificou a polêmica como “algo normal em uma democracia”. E foi além: "Acho que na Coreia do Norte não há nenhuma dúvida a respeito de se tem que tomar a vacina ou não", disse.  

Após o vírus matar mais de 157.810 (cento e cinquenta e sete mil e oitocentos e dez) pessoas brasileiras e infectar 5.411.550 (cinco milhões, quatrocentos e onze mil e quinhentos e cinquenta) brasileiros e brasileiras. A média móvel de mortes no Brasil registrada na 2ª-feira foi a menor desde maio. De acordo com os dados apurados pelo consórcio de veículos de comunicação, houve ontem 17.791 novos casos e 288 novos óbitos por coronavírus no país. Por outro lado, mais seis estados se juntaram ao Amazonas e ao Amapá com indicativo no aumento de mortes: Acre, Ceará, Pernambuco e toda a Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).