12 de junho de 2021
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Horizonte político

No caminho da prefeitura 2016, pedras para Marquinhos Trad

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Na disputa pela prefeitura de Campo Grande em 2016, o clã dos Trad está em baixa após a derrota de Nelsinho Trad (PMDB) ao governo do Estado e à não reeleição de Fábio Trad (PMDB) para a Câmara Federal.

Isto só aumentou a força do grupo do ex-governador André Puccinelli, e até que os Trad se definam por um novo partido que lhes dê acolhida e permita que exerçam o peso político assumindo o comando da sigla pela qual optarem, a queda de braço continua indefinida na Câmara Municipal de Campo Grande.

As conversas com o Diretório Nacional do PTB estão bem adiantadas e as negociações pelo comando da legenda devem começar em breve com Ivan Louzada, presidente estadual do partido, que pode acabar sendo controlado por Fábio e Marquinhos, já que Nelsinho até agora não parece disposto a deixar o PMDB, mesmo sabendo que corre risco de mais uma vez ser enterrado pelos próprios correligionários como aconteceu em 2014.

No entanto, a eleição municipal de 2016, pela primeira vez, se dará sem o peso político do PMDB que perdeu a máquina administrativa para o PSDB de Reinaldo Azambuja, e a família Trad, separadamente, está se articulando para garantir condições de disputar a prefeitura. 

Dos três, Marquinhos é o que tem mais chances de viabilizar uma candidatura, por ser ainda o que sofreu menor desgaste político, mas para isso precisa se acertar com PMDB, em especial com André Puccinelli, ou mudar da sigla, o que certamente é um caminho mais fácil. 

Caso migre para PTB, como articula Fábio, Marquinhos corre risco de perder mandato estadual se não for eleito prefeito, a não ser comprove legalmente que seu desligamento foi por "justa causa", conforme a resolução 22.610 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).Se não, pode ficar a ver navios, sem prefeitura e sem cadeira na Assembleia.

Por outro lado, no PMDB, Marquinhos não tem vez e teria de disputar a preferência do partido com grupo de Nelsinho, que tem Edil Albuquerque e mais alguns membros, mas ainda sim é minoria, e com nomes expressivos, tutelados por Puccinelli, como presidente da Câmara da Capital, vereador Mário César, o deputado federal Carlos Marun e a ex-primeira dama da Capital Antonieta Amorim.