22 de junho de 2021
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“O povo quer acabar com a corrupção, quer a reforma política”, diz Simone Tebet

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A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou que o povo quer ver o fim da corrupção eleitoral e, para isso, a reforma política é fundamental. “O que a população quer é acabar com a corrupção, reformular o sistema político- eleitoral. Quer um basta nesse gasto excessivo nas eleições municipais, estaduais ou federais, entendendo corretamente que o dinheiro é público e que precisa ser usado na saúde, na educação e nas obras de infraestrutura”, afirmou.

A senadora sul-mato-grossense ainda disse que o Congresso deve recuperar a sintonia com os eleitores votando projetos essenciais para o Brasil. “O que me angustia é que o que está faltando é uma sintonia desta casa com as ruas, com os eleitores. Hoje a população entende que há um abismo entre nós e eles e nós temos de acabar com isso fazendo o que o povo quer, reforma política, novo pacto federativo e realmente votar os projetos relevantes para a nação brasileira”, sugeriu Simone.

Hoje, dia 23, ela recebeu em seu gabinete as senadoras Vanessa Grazziontin (PCdoB-AM), Sandra Braga (PMDB-AM), Ana Amélia (PP-RS), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e as deputadas Chistiane Yared (PTN-PR) e Keiko Ota (PSB-SP). Elas conversaram sobre temas da reforma política como reeleição, financiamento de campanha, coligações, sistema proporcional e a maior participação feminina na política.

A bancada feminina defende a aprovação de duas Propostas de Emenda à Constituição que garantam a participação das mulheres nas cadeiras dos Legislativos e não apenas no processo eleitoral.

Durante a reunião elas observaram um mapa com os índices mundiais da participação das mulheres no poder. O Brasil é o penúltimo dentre 20 países latinoamericanos quando se trata da presença da mulher no Legislativo, perdendo apenas para o Haiti. Está em 124º no ranking de 188 países do mundo. Enquanto na Argentina, a mulher está em 36% das vagas do Legislativo, no Brasil, elas são apenas 10% na Câmara dos Deputados e 16% no Senado.

“Como vamos nos omitir? Que democracia firme e segura é essa que não garante uma maior participação feminina na política”, questionou Simone.