29 de setembro de 2020
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Olarte & Gaeco: mistério tem novos ingredientes e personagens

O mistério em torno da operação do Ministério Público e da Polícia - que incluiu mandados de busca na residência de Gilmar Olarte (PP) e a detenção de assessores e seguranças do prefeito de Campo Grande – continua intrigando a opinião pública e pondo em polvorosa pessoas e forças políticas que gravitam na órbita do poder local, sobretudo quem atuou publicamente ou nos bastidores no processo que levou à cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal.

Protegidas pelo segredo de Justiça, a varredura do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a apreensão de documentos na casa de Olarte continuam fornecendo diversas e criativas especulações. Mas algumas dessas versões já são tratadas com outra ótica por observadores atentos e gente que garante ter conhecimento de algumas peças aprendidas para instruir as investigações. Como não existe segredo que dure para sempre e em política quatro paredes não garantem reserva absoluta, vídeos e gravações que chegaram ao Gaeco também já tiveram seu teor revelado para alguns poucos privilegiados.

O advogado Eduardo Bottura afirma ter assistido um desses vídeos e conta em rede social que além da trama política há um novo incriminador apontado na direção de Olarte. Agora, em salas poderosas e com o máximo de reserva comenta-se que no dia da operação do Gaeco o prefeito estaria aguardando o mensageiro – ou uma mensagem - proveniente de figura empresarial influente nos bastidores da política de Campo Grande há mais de 20 anos.

POSIÇÃO - Não se sabe ainda oficialmente o que há de verdadeiro em todas essas versões e ninguém pode imputar ao prefeito e pastor evangélico qualquer tipo de transgressão sem a consistente e proclamada peça acusatória. Os aliados de Olarte e até mesmo os aliados que o ajudaram a derrubar Bernal esperam do prefeito um posicionamento duro e incisivo sobre a onda de boatos que tomou conta do cenário político. Manifestações enérgicas, se possível sustentada por documentos, e a responsabilização processual de seus detratores, são medidas que a sociedade em geral espera do prefeito.

O máximo a que Olarte se dispôs até hoje foi asseverar que nada deve à Justiça e atribui a operação do Gaeco e os ataques de adversários ao processo político e judicial do qual se beneficiou, quando o Superior Tribunal de Justiça autorizou a Câmara de Vereadores a dar continuidade à Comissão Processante que sacramentou o fim da efêmera e desastrada era Bernal.

Heloísa Lazarini