03 de agosto de 2021
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Para Dagoberto, pedaladas fiscais são argumentos insuficientes para derrubar Dilma

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Presidente da executiva regional do PDT em Mato Grosso do Sul, deputado federal Dagoberto Nogueira afirmou ao MS Noticias que observa com ressalvas o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) apresentado na última quarta-feira(2) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Segundo pedetista, se o pedido para retirar o cargo da  chefe do Executivo, formulado pelo jurista e fundador do PT, Hélio Bicudo, tiver embasado apenas nas pedaladas fiscais do governo, dificilmente, de acordo com Dagoberto, a solicitação terá êxito. “Pedaladas fiscais, que é a retirada de dinheiro de um lugar para aplicar em outro é comum e todos os governos já fizeram, Fernando Henrique já fez, ex-presidente Lula já fez, Itamar Franco também fez. Prefeitos, governadores também já fizeram e ninguém foi penalizado por isso”, argumenta o deputado.  

Dagoberto Nogueira integra Comissão Especial que apresentará parecer prévio sobre recomendação ou acolhimento do impedimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).  O documento elaborado por Hélio Bicudo está sendo considerado o mais importante dos 34 protocolados em 2015.  “No meu entendimento pedaladas fiscais não são argumentos fortes para retirar a Dilma, ao não ser que tenha algum fato novo, que nós não estamos sabendo”, acrescentou Dagoberto.

Se  os deputados votarem pelo prosseguimento do impeachment, Dilma terá 20 dias para contestar a decisão e apresentar provas de sua inocência. O relatório da comissão especial será encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados para decidir se acata ou não o pedido. Para que seja aceito o pedido de impeachment pelo plenário são necessários votos favoráveis de pelo menos 342 deputados, ou seja, dois terços da composição da Câmara. Para derrubar o pedido de impeachment  Dilma precisa garantir 171 votos.