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sexta, 10 de abril de 2020

USO DO TELEGRAM

Pareceram estar no pré-primário da segurança da comunicação, diz especialista sobre Lava Jato

Entrevista ao jornal internacional El País, especialista disse que lavajatistas confiaram que seriam protegidos pelas suas instituições

Por: TERO QUEIROZ05/09/2019 às 10:57
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Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado

Em entrevista ao El País, o especialista em direito público, Carlos Ari Sundfeld, disse que procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro pareciam estar “pré-primário da segurança da comunicação”, ao confiarem cegamento no aplicativo Telegram para trocas de mensagens sigilosas e até de mesmo de documentos de delações como é o caso d depoimento de Antonio Paolocci. 

Segundo Sundfeld, os procuradores da Lava Jato cometeram infrações imaginando que seriam protegidos pela instituição [Judicial e Federal]. “Fica uma certa sensação de impunidade. Evidente também o abuso no exercício da autoridade pública”. Para ele se a Lei de Abuso de Autoridade que tramita e segue para Sansão agora, já valesse época, certamente os procuradores e Moro seriam enquadrados. 

As mensagens obtidas pelo The Intercept, divulgadas pela revista e também pela Folha de S. Paulo e El País, mostram diversas conversas entre procuradores durante vários desdobramentos da Lava Jato.  O episódio de divulgação dessas mensagens é conhecido como “Vaza Jato”. As revelações expõem os bastidores e revela as manobras da maior operação contra corrupção da história do Brasil.

Até onde a confiança dos procuradores e de Sérgio Moro ia, em relação ao aplicativo. Reportagem do El País de hoje, revela que até mesmo grupo com policial internacional chegou a ser criado. Na ocasião, o policial era o norueguês Randi Bang, que na época ficou surpreso com a postura dos investigadores brasileiros. Ele era a ponte entre a Lava Jato e investigação de pagamentos de propinas em contratos com a Petrobras por meio da empresa Sevan Drilling, especializada em exploração de petróleo em alto-mar, isso no ano de 2015.

Bang chegou a questionar através de conversas no aplicativo, sobre o que poderia ser conversado por lá. Imediatamente os procuradores reagiram afirmando ser muito seguro o aplicativo Telegram, pois usava “tecnologia de conversa criptografada”, explicou o procurador Orlando Martello.

Fonte: El País. 

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