14 de junho de 2021
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Paulo Duarte surpreende e desiste de deixar presidência do PT

Justificativa foi pedido da direção nacional do PT

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O prefeito de Corumbá, Paulo Roberto Duarte, anunciou que vai continuar presidindo o Diretório Estadual do PT e Mato Grosso do Sul. Em nota distribuída hoje (quarta-feira, 21) ele explica que levou em consideração um apelo que recebeu da direção nacional, durante reunião em São Paulo esta semana. Adiante, enfatiza ainda que outros fatores pesaram na decisão, como a “pressão amiga” de correligionários que não concordam com sua saída e o compromisso de reestruturar o partido para preparar o terreno rumo às eleições municipais de 2016.

No final do ano passado, logo após as eleições estaduais, Duarte surpreendeu o partido ao comunicar que deixaria o partido no início de 2015. Ele entrou no centro de uma agitada crise interna, que entre outras críticas apontou a responsabilidade dos dirigentes no fracasso do PT, que teve seu candidato a governador, Delcídio Amaral, derrotado pelo tucano Reinaldo Azambuja no segundo turno, depois de passar quase toda a campanha liderando todas as pesquisas.

Duarte afirma que agora vem com energia renovada e disposição total para sacudir a poeira, dar a volta por cima e promover o mais amplo diálogo da história do partido para assegurar um novo processo de fortalecimento. Quando anunciou que se desligaria da presidência, ele não indicou qualquer nome como sugestão para sucedê-lo, mas sabia que sua sucessão provocaria uma disputa e consequências imprevisíveis para a unidade da sigla.

Confira a nota de Paulo Duarte, divulgada há pouco:

“Comunico que tomei a decisão de continuar à frente de minhas funções como Presidente Regional do Partido dos Trabalhadores. Ao tomar essa decisão levei em consideração o pedido da Direção Nacional do PT que, em reunião, em São Paulo, solicitou a minha permanência no cargo.

Outros fatores também me fizeram tomar essa decisão: os pedidos de membros da Executiva Estadual, os desafios que o partido terá neste ano de 2015, a sua reestruturação interna, o respeito pelos membros do partido, a continuidade dos planos e ações e principalmente os resultados obtidos no último pleito eleitoral.

Para essa decisão também levei em consideração o respeito às instâncias partidárias que me conduziram à presidência no ano passado, em razão de um entendimento de todas as forças do partido, além, é claro, o meu perfil e temperamento, que não me permitem deixar de enfrentar os desafios que me são apresentados.

Sigo, com muita força, foco e fé, como diz o samba de Paulinho da Viola: "Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar".