11 de abril de 2021
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Pesquisa confirma consistência da dinâmica administrativa em Corumbá

Enquanto a maioria dos prefeitos amarga arranhões na imagem e queda de popularidade, Paulo Duarte vê aumentar aprovação ao seu governo

Ao escolher o caminho mais longo e mais pedregoso para implementar seu estilo político e administrativo, o prefeito Paulo Duarte (PDT) andou na contramão da esmagadora maioria dos políticos de carreira. Se o convencional na política é fazer o jogo da plateia e tomar medidas popularescas para alcançar logo o aplauso da opinião publica,

Duarte evitou esse atalho. Optou pela paciente construção de um modelo de gestão, ciente dos riscos de impopularidade e dos desgastes naturais do percurso. Passou mais de dois terços de seu mandato absorvendo críticas e reparos à atitude de evitar medidas de grande impacto e a curto prazo, quase sempre paliativas ou de limitada durabilidade.

Agora, o prefeito colhe os frutos dessa temerária perseverança. Seu modelo de gestão da cidade recebe um credenciado carimbo de reconhecimento popular. Em 300 entrevistas para aferir qualitativamente a avaliação dos corumbaenses, em pesquisa divulgada no “Correio do Estado”, o Ipems constatou nos dias 8 e 9 deste mês que Paulo Duarte tem um dos mais eloquentes índices de aprovação de governo dados a um prefeito este ano em Mato Grosso do Sul: 42,64%.

Em abril de 2015 ele já tinha 32,33%, um patamar considerável, mas não o suficiente para lançá-lo num fortim à prova de desgastes. A amostragem revelada um ano depois, num dos momentos de maior deterioração nas relações entre governados e governantes, põe Paulo Duarte em posição diferenciada numa conjuntura implacável na avaliação dos políticos.

A maior parte das pesquisas divulgadas até agora sobre desempenho administrativo dos atuais mandatos mostra, com poucas exceções, avaliações com elevados índices de reprovação para os prefeitos de norte a sul. Por conta dessa realidade, cresce o número de prefeitos desencorajados a disputar a reeleição. Em Mato Grosso do Sul alguns casos já são comentados nos meios políticos e pela imprensa, como os de Selso Losano (de Antonio João) Heitor Miranda (Porto Murtinho) e Zé Henrique Trindade (Aquidauana).

No embalo da aprovação administrativa, Paulo Duarte ganha outros motivadores, um deles de efetiva dimensão política e eleitoral: a queda de rejeição. De 30,33%, a faixa de eleitores que desaprovam a gestão do prefeito pedetista caiu para 28,53%. Interessante é verificar que, de acordo com o próprio prefeito, sua margem de aprovação aumentou em regiões estratégicas da cidade, em lugares onde encontrava mais dificuldades para ampliar sua inserção política e gerencial.

A população corumbaense, conforme demonstram os itens qualitativos da pesquisa, está atenta, nos detalhes, ao mandato de Duarte, analisando a natureza e a durabilidade do conjunto das intervenções da Prefeitura. A aprovação administrativa, nesse caso, pode criar um laço permanente e sólido entre a sociedade – ou expressivas parcelas – e o administrador. Fazer desta relação um componente de ganho eleitoral é outra história. Mas o caminho já tem uma porta aberta.