27 de novembro de 2021
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Pesquisas pressionam Nelsinho e Azambuja às vésperas da campanha oficial

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<div style="text-align: justify">As pesquisas divulgadas até agora e as amostragens obtidas pelos partidos para fins exclusivos de consumo interno indicam que o senador Delcídio Amaral (PT) lidera as intenções de voto e seus números indicam a poss
As pesquisas divulgadas até agora e as amostragens obtidas pelos partidos para fins exclusivos de consumo interno indicam que o senador Delcídio Amaral (PT) lidera as intenções de voto e seus números indicam a poss
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As pesquisas divulgadas até agora e as amostragens obtidas pelos partidos para fins exclusivos de consumo interno indicam que o senador Delcídio Amaral (PT) lidera as intenções de voto e seus números indicam a possibilidade de eleger-se governador de Mato Grosso do Sul já no primeiro turno.
Os principais adversários do petista sabem disso e têm consciência da pressão que as pesquisas exercem no imaginário e no comportamento dos eleitores. O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) ainda não conseguiram na pré-temporada eleitoral um discurso empolgante. Pode ser que estejam esperando o jogo começar de fato e de direito.
A campanha oficial, de acordo com o calendário legal, vai começar no dia seis de julho. As convenções de homologação das candidaturas e das alianças serão sinalizadoras do tom e do conteúdo dos discursos.
O tucano Azambuja dá mostras de que vai atacar o candidato peemedebista e atribuir ao partido de Nelsinho Trad e do governador André Puccinelli a responsabilidade por algumas mazelas e problemas não resolvidos pelo Estado, como o da saúde pública. Em princípio, a lógica sugere que o tucano terá dificuldades para administrar o tratamento que dará a Delcídio, de quem ontem era um parceiro em busca de aliança formal e hoje é um concorrente. Pode ser que Azambuja, confiante num segundo turno, não entre tão cedo em rota de colisão com o petista.
Quanto a Nelsinho Trad, o mote da continuidade é insuficiente e sem consistência para carimbar seu vínculo com Puccinelli. O olhar da sociedade e principalmente de grande parte das forças políticas de sustentação do governo estadual não reconhece compromisso efetivo e determinado de Puccinelli com a candidatura do ex-prefeito. Nem mesmo os discursos de Puccinelli contra Delcídio e as declarações de apoio a Nelsinho convenceram partidos como o PR e PDT e lideranças como Londres Machado e Leite Schimidt a ingressar na embarcação peemedebista na travessia sucessória.
Discurso a Nelsinho Trad não falta. Além do apelo do empreendedorismo com que ele e Puccinelli cresceram no conceito da opinião pública, há um fator impositivo e que, se bem utilizado, pode decidir: a força da máquina. Não a força pela força, mas a apropriação inteligente das condições geopolíticas de adensamento da candidatura e das vantagens que ela poderá proporcionar a cada território, a partir das concepções continuístas.
O perigo é conduzir incorretamente esse discurso e fazer dele o gerador de uma eleição plebiscitária, pura e simples, reprisando o que ocorreu recentemente na sucessão campograndense. Entre continuar o PMDB e buscar "qualquer" outra solução, a grande maioria do eleitorado escolheu a segunda alternativa, tanto no primeiro quanto no segundo turno. E assim o PMDB e o peemedebismo sofreram sua primeira grande derrota.
Ademais, o quase candidato do PMDB - antes da homologação todos são pré-candidatos - precisa tomar cuidado com outros tipos de "tiro no próprio pé". Atacar o PT com o espalhafato que se vê contradita um partido cujo maior nome, o do governador, apóia a reeleição da presidenta Dilma Roussef, uma petista. Discursos desuniformes nesse contexto podem evidenciar fissuras na unidade. Nada recomendável para a estratégia de quem quer vencer uma eleição.
Edson Moraes, especial para o MS Notícias