19 de abril de 2021
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Eleições 2016

PHS vê sucessão como maior desafio estratégico da história da cidade

Nenhuma candidatura e nenhuma força política de Campo Grande tem hoje uma garantia definitiva de sucesso na próxima disputa eleitoral. Com essa avaliação, o PHS (Partido Humanista da Solidariedade) inicia o debate interno sobre os caminhos da sucessão municipal, de acordo com o presidente da Executiva Regional, Emídio Milas.

“O quadro que se desenha, e dificilmente será alterado, aponta para uma eleição bem complicada para todo mundo”, supõe o dirigente. "Tenho a impressão que teremos a eleição com o maior desafio aos estrategistas de campanha", acrescenta. Para ele, não haverá um grande favoritismo no páreo pela Prefeitura de Campo Grande e, se houver, com ou sem pulverização de candidaturas, as chances continuarão equilibradas entre dois ou mais concorrentes.

Com as mudanças na legislação, as campanhas oficiais caíram de 90 para 45 dias e a propaganda gratuita de 45 para 35 dias. Não há mais financiamento privado e o preenchimento de vagas para cargos proporcionais agora obriga o candidato, se quiser a cadeira, a ter um mínimo de 10% dos votos do quociente eleitoral. “Além dessas alterações, é essencial atentar para o grau de exigência do eleitor, cada vez mais rigoroso, numa sociedade de sobreaviso contra a corrupção e com seus político, no geral, desgastados”, acentua Emído Milas.

Cacifes - Sobre a disputa campograndense, o presidente do PHS não tem dúvidas que as forças tradicionais deixam de ser, por si, capazes de decidir sozinhas a eleição. “Nem PMDB, nem PSDB, nem PT e nenhuma das maiores lideranças políticas em atividade possui cacife individual para entrar em cena e ganhar a eleição sozinho. O eleitorado está fracionado em suas preferências e rejeições, afirma. “E isso faz com que todos os candidatos se igualem do ponto-de-vista da desconfiança popular, sejam políticos tradicionais ou não. O imaginário do povo exerce a vocação de duvidar da política e dos políticos, colocando todos os quase todos no mesmo saco”, enfatiza.

Por causa desse quadro o PHS vai analisar com serenidade e extremo rigor crítico sua presença na sucessão local. Milas diz ser indispensável dialogar amplamente e com sentido programático, por entender que algumas barreiras ideológicas foram removidas e os partidos compreendem que podem aplicar a disciplina estatutária sem ser uma camisa-de-força dos filiados. “Vamos discutir capas e nomes, é óbvio. Mas é preciso que as partes tenham um ponto comum de partida, que é a afinidade programática, ainda que pontual”, salienta.

Outro fator que, a seu ver, influirá na disputa é o desenlace de aliados antigos, o PMDB e o PSDB, que entraram em guerra após a vitória do tucano Reinaldo Azambuja. O resultado forneceu ao governador eleito a condição que desejava para levar adiante o propósito de combater o antecessor André Puccinelli e minar de todas as formas as bases do andrezismo no Estado.

Ainda assim, Milas chama a atenção para o que representam no jogo eleitoral algumas das principais lideranças políticas envolvidas no confronto que acontecerá em outubro. “O PSDB com Azambuja, o ex-governador Puccinelli, o prefeito Alcides Bernal, os irmãos Nelsinho e Marquinhos Trad e ainda o PT de Zeca são forças que não podem ser subestimadas, assim como os da vice-governador Rose Modesto e do presidente a Cassems, Ricardo Ayache. Isso, no entanto, não impede que apareçam as inevitáveis surpresas”, conclui Emídio Milas.