30 de setembro de 2020
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"Política está fulanizada", afirma Azambuja

O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou ontem, durante o lançamento da 76ª Expogrande na sede da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), afirmou que hoje a política sul-mato-grossense está "fulanizada", e faz uma crítica ao jogo político dos partidos do Estado que têm incessantemente focado sua visão na força política eleitoral de cada um dos possíveis candidatos, tanto na disputa pelo executivo estadual quanto para o legislativo.

"Hoje, só se discute nome na política sul-mato-grossense, e nós queremos discutir projetos." A declaração do deputado, que é cotado para assumir o posto de pré-candidato ao Senado em uma chapa petista, vem de encontro com a justificativa dos tucanos e petistas do Estado junto às respectivas executivas nacionais para conquistar o tão sonhado aval para composição de uma aliança no Estado.

Azambuja admitiu, ontem, que a união com os petistas não é normal. "Não é normal essa aliança até porque os dois partidos se enfrentam nacionalmente, mas nós (PT e PSDB) temos um mesmo projeto em comum que é abolir o que não avançou no Estado", explica Azambuja.

Desta forma, Azambuja faz uma crítica ao governo do peemedebista André Puccinelli, que, sem dúvida, é um dos principais rivais políticos de Azambuja, que já declarou, por diversas vezes, seu desejo de mudar o cenário político do Estado e retirar o controle da máquina pública do PMDB.

No entanto, embora o desejo de retirar o PMDB do comando do Estado seja o mesmo a unir tucanos e petistas, os dois partidos reconhecem que seus pleitos estaduais são menos prioritários que os nacionais em uma escala lógica de hierarquia partidária, por isso, Azambuja mesmo reconheceu, ontem, que sem o avala das executivas nacionais, formalizar uma aliança será quase impossível. "As conversas estão avançando tanto do lado do PT quanto do nosso lado, mas ninguém faz nada sem o respaldo nacional"

Heloísa Lazarini e Dany Nascimento