26 de fevereiro de 2021
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Eleições 2016

'PPS estuda candidatura própria ou renovação de aliança com Bernal', diz vereadora

O PPS, partido aliado do prefeito Alcides Bernal (PP), em Campo Grande estuda dois caminhos para eleições deste ano. Renovar a aliança com Bernal ou lançar candidatura própria. A informação é da vereadora Luiza Ribeiro, representante da sigla na Câmara Municipal.

Segundo Luiza, a possibilidade de a eleição municipal ser decidida em dois turnos abre caminho para que novas candidaturas possam disputar o pleito e o PPS estuda nomes que possam ter força para entrar na disputa pela Prefeitura da Capital.

Porém, a vereadora antecipa que eventual aliança com PSDB, informações que tem sido discutida nos bastidores, é praticamente improvável diante do posicionamento do PSDB no cenário político municipal, embora o presidente regional do PPS, Athayde Nery, tenha um bom relacionamento com governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Athayde é secretario de governo de Reinaldo e o PPS apoiou o governador em 2014 quando ele se elegeu.

“É mais fácil PPS ter candidatura própria ou renovar a aliança com Alcides Bernal, do que aliar com PSDB. Isso está muito distante da política atual de Campo Grande porque o PSDB está mais próximo de outros partidos que não estão com PPS hoje. Nós ainda não chegamos a essa decisão, o que deve acontecer em agosto, mas o clima é esse”, diz Luiza.

A vereadora relembrou que no embate recente envolvendo a cassação de Bernal, em 2014, o PSDB esteve junto com partidos como PMDB, e o PPS se posicionou contrário à cassação tanto que Luiza é hoje uma das poucas aliadas que restam a Bernal na Câmara, pois, embora o PT tenha sido contra cassação e se tornou oposição ao prefeito Gilmar Olarte, afastado por decisão judicial, quando Bernal retornou à prefeitura, em 2015, o partido deixou base aliada do progressista.

Para Luiza, se aliar, em Campo Grande, a partidos como PSDB, PMDB e PTB, de Nelsinho Trad, contrariam decisões políticas consolidadas pelo PPS ainda em 2011. “O PPS se posicionou ou contrário à cassação, nós estamos longe disso aí, queremos que o Giroto seja condenado pelos crimes que cometeu e não prefeito de Campo Grande. Já demos nossa colaboração aos Trad e saímos assim como saímos do PMDB com Governo do Estado em 2011”, finaliza.