23 de junho de 2021
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Prefeitura repassa R$ 10 mi para Santa Casa efetuar pagamento de funcionários

Pressionada, sob ameaça de greve dos funcionários da Santa Casa, a Prefeitura de Campo Grande repassou R$ 10 milhões para que a instituição faça o pagamento de salários

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O secretário Municipal de Saúde, Dr. Jamal Salem, reuniu-se com o diretor-presidente da Santa Casa, Wilson Levi Teslenco, superintendente Roberto Madid, secretário de Estado da Saúde, Nelson Tavares, para ajustarem prazos de pagamentos dos atrasados e fixarem um cronograma de repasses das verbas para o ano de 2015.

Segundo informou o 2º secretário da Santa Casa, Mário Antônio Cavinatto de Mello, foi discutido todo o quesito do assunto da dívida, o secretário municipal da Saúde, Dr. Jamal esteve aqui acompanhado do sr. Virgílio Gonçalves de Souza Júnior, superintendente de Saúde de Campo Grande, quando todas as questões foram colocadas na mesa e os números foram validados. Mário Mello confirmou que  existe um atraso no repasse que remonta aproximadamente R$ 12,300 milhões, atrasos referentes a 2014 e 2015, mas salientou que o secretário de Saúde está levando ao prefeito para viabilização e pagamento desses valores nos próximos dias.

“Existe um restante, de aproximadamente R$ 6 milhões, que são recursos aguardados, mas que ainda não estão vencidos. Foi repassado hoje um total de R$ 10 milhões e existem mais R$ 6.300, que serão repassados nos próximos dias. O atrasado são R$ 12.300, milhões”, informou Mário Mello.

Sobre o parcelamento dos R$ 6 milhões a serem repassados, de acordo com o 2º secretário nada foi discutido, até porque estes valores são referentes à folha de pagamento.

Respondendo se essa solução é pontual, e se houve tratativas a respeito de uma segurança no repasse para todo o ano de 2015, Mario de Mello disse que o secretário de Estado da Saúde, Nelson Tavares colocou novamente o empenho e a preocupação do governo do Estado com a Saúde, e vai exercer toda a sua influência Junto à Federação para que as verbas possam ser disponibilizadas. Nós temos todo o interesse.
 
 
Participação do Estado
Segundo o secretário Estadual de Saúde, Nelson Tavares, neste momento não existem condições para que o governo do Estado repasse valores àquela instituição. “A curto prazo as negociações estão sendo feitas entre a prefeitura de Campo Grande que é gestor da Santa Casa e a minha participação é no sentido de discutir soluções a longo prazo”, disse.
 
Nelson informou que o atual governo tem uma proposta nova, onde estão inseridas Campo Grande e a Santa Casa, que estarão contempladas num projeto de Saúde para todo o Mato Grosso do Sul.
 
“Nós acreditamos que a Saúde em seu custo elevado por desorganização, então se conseguir tratar o interior os tratamentos de menor nível de complexidade e evitar o tratamento pela Santa Casa, que tem custo maior, e permitir que aqui sejam tratados os procedimentos de média e alta complexidade, a gente consegue melhorar o custeio da saúde. Isso é responsabilidade do Estado. Reflete na Santa Casa porque desocupa leitos desta instituição” enfatizou o secretário.
 
Novo perfil da Saúde
A descentralização está prevista para acontecer ainda em 2015, iniciando no mês de março nas 11 microrregiões de todo o estado, iniciando por Coxim, na região norte, que hoje em um hospital regional que trabalha hoje com apenas 40% de sua capacidade. A palavra de ordem do governo Azambuja é descentralização.
 
Entendendo que o recurso é pouco, ou até insuficiente, o secretário Nelson Tavares acredita que a organização permitirá um avanço e melhoria na Saúde publica no estado.
 
Existem coisas que precisam ser alterados, por exemplo, as mamografias. Existem mamógrafos espalhados por todo o estado, a maioria deles não esta em funcionamento por falta de um profissional radiologista para o diagnóstico. Para ter especialistas da área em cada região é inviável economicamente. Estamos montando um centro de diagnósticos aqui em Campo Grande onde nós vamos dar diagnóstico de todas as radiografias, mamografias e tomografias computadorizadas do estado por um custo infinitivamente menor do que o da contratação de um médico para dar dez diagnósticos por dia nestas regiões.