19 de setembro de 2021
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Política

Programa Vida Saudável da Rádio ALEMS fala sobre a importância da doação de órgãos

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O programa Vida Saudável, da Rádio ALEMS, que vai ao ar nesta segunda-feira (13), aborda em sua nova edição um assunto que ainda é considerado um tabu perante a sociedade: a importância da doação de órgãos e as dificuldades para que esse gesto de amor seja realizado. Para falar sobre o tema o programa conta com a participação da coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET), Claire Miozzo.

Para a coordenadora, a decisão de doar órgãos é um dos gestos mais bonitos que o ser humano pode praticar. "A doação de órgãos é o maior ato de amor que alguém pode fazer pelo próximo", destacou Claire.

É importante lembrar que Setembro é o mês de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, quando acontece a Campanha Setembro Verde, que tenta fazer com que as pessoas tenham mais empatia num momento de perda familiar. O que se espera: transformar a perda no renascimento de outra pessoa.

"O mais importante é conversar com a família sobre a sua vontade de ser um doador, pois na maior parte das vezes, a família alega não conhecer a vontade da pessoa falecida. E quem autoriza a doação de órgãos e tecidos são os familiares", explica Claire.

O momento de dor das famílias, aliado a desinformação, está entre os fatores que levam a negativa na hora de autorizar a doação de órgãos. Para estimular o debate em torno do assunto e a conscientização pela população sobre a importância da doação, a Assembleia Legislativa apóia a campanha Setembro Verde, por meio de ações e projetos de lei que possam sensibilizar o cidadão sul-mato-grossense a se tornar um doador.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET), Claire Miozzo, ainda informa durante o bate-papo, que existem dois tipos de possíveis doadores de órgãos. O primeiro é o doador vivo, que possibilita qualquer pessoa a doar, um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão, desde que o ato não prejudique sua saúde. O segundo tipo é o doador falecido, que ocorre quando há morte encefálica, e a família autoriza a doação que pode salvar cerca de oito vidas, considerando que nesses casos, podem ser doados, córneas, rins, fígado, coração, pulmão, pâncreas entre outros órgãos e tecidos.

Para ouvir o programa, basta acessar a Rádio ALEMS clicando aqui.