09 de maro de 2021
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Educação

Projeto enviado por Bernal à Câmara não contempla necessidades dos servidores em greve, alega Tabosa

O impasse entre Sindicato dos Servidores de Campo Grande (Sisem) e Prefeitura da Capital em relação ao reajuste salarial dos servidores municipais continua e caso prefeito Alcides Bernal (PP) não encaminhe novo projeto para Câmara de Vereadores votar ainda nesta terça-feira (5), além dos administrativos da educação, agentes de saúde também devem entrar em greve na semana que vem. Os administrativos da educação estão paralisaram atividades no dia 31 de março e entraram em greve dia 1 de abril. 

As informações são do presidente do Sisem, Marcos Tabosa, que está na Câmara e conversou com MS Notícias. Segundo Tabosa, o projeto encaminhado pela Prefeitura não contempla recomposição da inflação de abril e não inclui aumento benefícios defasados desde 2015. De acordo com Tabosa, as categorias cobram aumento de 110 % do Bolsa Alimentação, 65% do Pró-Funcionário, 20% de insalubridade para merendeiras e projeto específico de reajuste salarial para agentes de saúde. Nenhum desses itens, segundo Tabosa, consta no projeto enviado pelo prefeito. 

O Sisem pede reajuste salarial chegue a pelo menos 11%, para garantir a compensação da perda da inflação, enquanto prefeito defende reajuste de no máximo 10%. Segundo Tabosa, caso reajuste de 9,57% fosse aplicado sem escalonamento e todos os benefícios fossem reajustados conforme pede sindicato, haveria acordo. "Hoje vamos apresentar uma proposta e se prefeito quiser ele pode acabar com greve aqui ainda hoje, pois quem quer a greve é  Bernal para ele dar uma de coitadinho".